PF acha R$ 190 mil em fundo falso de armário de fraudador da Previdência

PF acha R$ 190 mil em fundo falso de armário de fraudador da Previdência

Segunda fase da Operação Recidiva, deflagrada nesta quarta, 12, aponta rombo de R$ 5 milhões em benefícios fraudados

Pepita Ortega e Pedro Prata

12 de fevereiro de 2020 | 19h40

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta, 12, mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Londrina (PR) na casa de um dos integrantes do grupo investigado na Operação Recidiva – investigação sobre fraudes contra a Previdência. A PF apreendeu quase R$ 200 mil em dinheiro vivo. As cédulas estavam ocultas no fundo falso de um armário na residência do suspeito.

A investigação tem a colaboração da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

O prejuízo apurado até o momento já ultrapassa R$ 5 milhões.

Na 2.ª fase da Recidiva, em que foi realizada análise de todo o material apreendido na deflagração, além de outras diligências, a PF detectou ‘indícios de que havia importante quantia em espécie, produto do crime, ainda em poder dos investigados, em locais especialmente preparados para a ocultação de dinheiro na casa de um dos alvos’.

Segundo a PF, nesta segunda fase da Operação Recidiva, que envolve toda a análise do material apreendido na deflagração, inclusive equipamentos eletrônicos, foram detectados indícios de que havia ‘importante quantia em espécie, produto do crime, ainda em poder dos investigados, em locais especialmente preparados para a ocultação de dinheiro na casa de um dos alvos’.

A Operação Recidiva investiga grupo criminoso pela prática de estelionato previdenciário – artigo 171, parágrafo 3.º do Código Penal, com o uso de atestados médicos ideologicamente falsos, para o recebimento de auxílio doença.

A PF apreendeu R$ 190.645,00 que eram mantidos de forma oculta no fundo falso de armário.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário (pena de reclusão, de um a cinco anos, aumentada de um terço) e organização criminosa (pena de 3 anos a 8 anos), ‘sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas’, além de outros a serem revelados com a conclusão das investigações.

A PF informou que qualquer cidadão pode ajudar no combate às fraudes contra o INSS – não há necessidade de se identificar.

As denúncias podem ser feitas à própria PF, à Ouvidoria do INSS, por meio da central telefônica 135 ou pela página eletrônica www.inss.gov.br ou ao Ministério Público Federal.

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