PF acha no gabinete de vereador do PTB R$ 14,2 mil em dinheiro vivo

PF acha no gabinete de vereador do PTB R$ 14,2 mil em dinheiro vivo

Walter Gomes, presidente da Câmara de Ribeirão Preto, é alvo da Operação Sevandija, que investiga fraudes milionárias em licitações também da Prefeitura

Julia Affonso, Gustavo Porto, Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Rene Moreira

01 de setembro de 2016 | 18h20

dinheiro

Foto: Divulgação/Polícia Federal

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal apreenderam R$ 14,2 mil em dinheiro vivo no gabinete do presidente da Câmara municipal de Ribeirão Preto, vereador Walter Gomes (PTB).

O petebista é um dos nove vereadores da Casa alvos da Operação Sevandija, deflagrada nesta quinta-feira, 1, contra organização criminosa que fraudava licitações milionárias.

Nesta quinta-feira, Walter Gomes negou problemas envolvendo o Legislativo. “Na Câmara não tem nada. Deve ser na prefeitura.” No site da Câmara, Gomes se intitula ‘uma das grandes lideranças na região de Ribeirão Preto’.

O petebista está em seu quinto mandato e é líder do partido na região. “Walter se dedica ao trabalho de unir políticas públicas para os mais carentes ao mesmo tempo em que acredita no trabalho do empresariado.”

Antes da política, segundo o site da Câmara, ele foi cortador de cana e apanhador de algodão. Reside em Ribeirão Preto deste 1972, quando começou a trabalhar como cobrador e motorista de ônibus urbanos da Viação Cometa S/A. Trabalhou também na Brinks como motorista de transporte de valores. Walter Gomes é Presidente do Sindicato dos Motoristas de Ribeirão Preto e região.

A Justiça decretou a suspensão dos nove vereadores, inclusive Walter Gomes.

Operação Sevandija mira também a prefeita de Ribeirão Preto Dárcy Vera (PSD). Aliada do ministro do governo Temer Gilberto Kassab (Ciência), ela foi alvo de buscas – a PF e a Promotoria estiveram em sua residência e em seu gabinete na sede do executivo municipal.

A PF e a Promotoria informaram que apreenderam ainda R$ 40 mil em dinheiro vivo na casa do diretor-superintendente do Departamento de Águas e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), Marco Antonio dos Santos.

Quando os policiais e os promotores chegaram, no início da manhã, Marco Antonio tentou ocultar os maços de dinheiro na casa da máquina da piscina. Em vão.

Por meio de nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto disse que “está colaborando” com as investigações.

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