PF acha anotações que indicam propinas para Pezão

PF acha anotações que indicam propinas para Pezão

Em relatório à Justiça Federal, delegado Antônio Beaubrun sugere envio de documentos ao STJ, informou o site de notícias G1

Redação

09 de fevereiro de 2017 | 19h15

Pezão. Foto: Wilton Junior/Estadão

Pezão. Foto: Wilton Junior/Estadão

A Polícia Federal encontrou documentos que indicam suposto repasse de propinas para o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Em relatório entregue ao juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, a PF destaca a apreensão de anotações indicando valores que teriam sido destinados a Pezão – R$ 140 mil e R$ 50 mil.

As informações foram reveladas pelo site de notícias G1, da Rede Globo, nesta quinta-feira, 9.

As anotações foram encontradas no apartamento de um dos operadores de propinas do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB)., Luiz Carlos Bezerra, em Botafogo, na zona Sul.

No relatório ao juiz Bretas, o delegado da PF Antônio Carlos Beaubrun Júnior assinala que Pezão, como governador, detém prerrogativa de foro perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O delegado sugere envio dos documentos ao STJ.

Sérgio Cabral e Luiz Bezerra foram presos em novembro de 2016 na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio. Segundo a PF, Luiz Carlos Bezerra seria o captador de propinas do esquema de corrupção instalado na gestão Sérgio Cabral. Parte dos valores ilícitos, segundo os investigadores, era destinada à mulher do ex-governador, Adriana.

A referência a Pezão foi identifica pelos investigadores no procedimento de exame de documentos recolhidos no apartamento de Bezerra. A PF diz que encontrou ‘alguns escritos que podem servir de elemento probatórios qie vinculam o governador atual do Estado doe Rio, Luiz Fernando Pezão, no possível esquema de recebimento de propina de um dos operadores financeiros do ex-governador Sérgio Cabral, preso na Operaão Calicute’.

Nesta quarta-feira, 8, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio cassou o mandato de Pezão por abuso de poder econômico e político, tornando-o inelegível por oito anos. “O abuso de poder econômico e político ficou configurado uma vez que o Governo do Estado do Rio de Janeiro concedeu benefícios financeiros a empresas como contrapartida a posteriores doações para a campanha do então candidato Pezão e de seu vice (Francisco Dornelles)”, concluiu o TRE.

Cabe recurso da decisão da Corte eleitoral.

A reportagem enviou email para a assessoria de Pezão. O espaço está aberto para manifestação do governador do Rio sobre o relatório da Polícia Federal que o cita.

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