PF abre nova fase da Câmbio, Desligo, prende doleiro e busca ex-presidente do Paraguai

PF abre nova fase da Câmbio, Desligo, prende doleiro e busca ex-presidente do Paraguai

Operação Patron cumpre 37 mandados expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro para investigar grupo que deu apoio a fuga e à ocultação de bens de Dario Messer, conhecido como o 'doleiro dos doleiros'

Pepita Ortega e Fausto Macedo

19 de novembro de 2019 | 07h06

O ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes. Foto: Adriano Machado / Reuters

A força-tarefa da Lava Jato deflagrou, na manhã desta terça, 19, a Operação Patron, desdobramento da Operação Câmbio Desligo, para investigar grupo que deu apoio à fuga e à ocultação de bens de Dario Messer, conhecido como o ‘doleiro dos doleiros’. O doleiro Najun Azario Flato foi preso no âmbito da ação, que busca ainda o ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes.

Segundo a PF, o nome da Operação, Patron, espanhol para ‘patrão’ é o termo que Dario Messer utilizava para se referir a Cartes. O doleiro foi preso no fim de julho, em São Paulo, em uma ação coordenada da Polícia Federal e da Procuradoria da República.

Nesta manhã, agentes cumprem 37 mandados – 16 de prisão preventiva, 3 de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. As ações são realizadas na Grande São Paulo, em Ponta Porã, no Rio de Janeiro e em Armação dos Búzios. Há ainda o cumprimento de ordens na fronteira com o Paraguai.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e cerca de 100 agentes participam das ações.

Entre os investigados há residentes do Paraguai e dos Estados Unidos, entre eles o ex-presidente Cartes. Segundo a PF, eles terão seus nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, por decisão judicial.

As investigações identificaram que Dario Messer ocultou cerca de US$ 20 milhões. Desse montante, mais de US$ 17 milhões teriam sido alocados em um banco nas Bahamas e o restante pulverizado no Paraguai entre doleiros, casas de câmbio, empresários, políticos e uma advogada.

A operação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO CARLOS PALÁCIO, DEFENSOR DO EX-PRESIDENTE HORÁCIO CARTES
“Desconhecemos a denúncia que levou a essa decisão do juiz. Cartes sempre respondeu que não teve vínculos comerciais ou societários com (Dario) Messer. (Ele) nega isso de maneira enfática. Cartes e Messer não são sócios em negócios. Cartes está muito tranquilo. Vamos coordenar a contratação de profissionais no Brasil para internalizar a questão”, disse Palacios, que considerou prematuro falar na possibilidade de uma extradição”

 

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