PF abre Mala Direta contra rombo de R$ 647 mi em ‘postagens paralelas’ dos Correios

PF abre Mala Direta contra rombo de R$ 647 mi em ‘postagens paralelas’ dos Correios

Área de segurança da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos alertou sobre 'sistema paralelo e clandestino de postagens de boletos, revistas e malas diretas'; efetivo de cem policiais federais cumpriu 9 mandados de prisão em São Paulo

Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho

14 de outubro de 2016 | 12h36

2016 10 14 Operação Mala Direta (12)

Foto: PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 14, a Operação Mala Direta para desarticular esquema de fraudes no envio de mercadorias pelos Correios, envolvendo funcionários concursados da empresa.

Um efetivo de cem policiais federais cumpriu 9 mandados de prisão, 3 de condução coercitiva e 19 de busca e apreensão na Capital e na Grande São Paulo, todos expedidos pela 5.ª Vara Criminal Federal.

Segundo a PF, o inquérito foi aberto em junho de 2015, após o envio de informações pela área de segurança da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos noticiando um ‘sistema paralelo e clandestino de postagens de boletos, revistas e malas diretas’.

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Os investigadores destacam que a organização utilizava ‘toda a estrutura’ dos Correios, mas faturadas para outras empresas de transporte de encomendas postais. A PF destacou que a investigação contou com ‘apoio integral’ dos Correios.

“A fraude tinha início com a recepção das correspondências e encomendas em sistema semelhante ao padrão, mas, ajustados com as empresas fraudadoras, os funcionários envolvidos no esquema adulteravam as pesagens, suprimiam listas de faturamento, inseriam dados falsos nos sistemas de informações e ainda adicionavam as cargas clandestinas na distribuição dos Correios, gerando um prejuízo estimado de R$ 647 milhões em dois anos”, informa a PF.

A pedido da PF, a Justiça decretou o bloqueio de bens dos investigados.

Eles responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa, com penas que variam de 1 ano a 12 anos de prisão.

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