‘Bravata’, da PF, ataca racismo virtual

‘Bravata’, da PF, ataca racismo virtual

Agentes cumprem um mandado de prisão e oito de busca e apreensão em seis Estados; investigação aponta envolvimento de suspeitos em manifestações terroristas, estupros e assassinato de mulheres e negros

Fausto Macedo e Julia Affonso

10 Maio 2018 | 07h11

Foto: PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 10, a Operação Bravata. A ação combate crimes de racismo, ameaça, incitação ao crime e terrorismo, praticados via internet.

Em nota, a Federal informou que cerca de 60 policiais federais cumprem um mandado de prisão preventiva e oito de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Recife, de Santa Maria/RS e Vila Velha/ES.

Foto: PF

A investigação teve início após a deflagração da Intolerância, em 2012, “quando foi verificado que outros indivíduos, aparentemente associados àqueles que haviam sido presos na operação, continuaram a praticar crimes por meio dos mesmos sites e fóruns na internet que costumavam utilizar, tendo inclusive criado novos ambientes virtuais para a prática destes delitos”.

Os indivíduos investigados vão responder pelos crimes de associação criminosa, ameaça, racismo e incitação ao crime, “tendo em vista que nos sites e fóruns mantidos na internet incentivam a prática de diversos crimes, como o estupro e o assassinato de mulheres e negros, bem como pelo crime de terrorismo, tendo em vista haver evidências de que os mesmos foram responsáveis por ameaças de bomba encaminhadas a diversas universidades do País”.

A soma das penas dos crimes investigados podem chegar aos 39 anos de prisão.

O preso será conduzido à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerá à disposição da Justiça.

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