PF abre 2ª etapa da Operação Urutau e prende 11 por tráfico de araras, jabutis, macaquinhos e tucanos

PF abre 2ª etapa da Operação Urutau e prende 11 por tráfico de araras, jabutis, macaquinhos e tucanos

Agentes cumprem 14 mandados de prisões preventivas, 17 de busca e apreensão e 5 de sequestro de veículos para combater o combate ao tráfico de animais silvestres

Redação

04 de dezembro de 2020 | 11h30

Operação Urutau 2. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta, 4, a Operação Urutau 2 para combater o combate ao tráfico de animais silvestres. Segundo a corporação, a partir da análise de provas da primeira etapa da operação, aberta em maio de 2019, foram identificados outros núcleos de uma associação criminosa que praticava o tráfico de animais retirados da natureza mediante caça e mantidos em cativeiros.

Eram comercializadas espécies da fauna silvestre protegidos de extinção, tais como: Arara-canindé, Arara-azul, Arara-vermelha, Ararajuba, Jabuti-piranga, Jacaré, Macaco-prego, Sagui de tufos brancos, Saíra-pintor e Tucano-toco.

Ao longo das investigações mais de 500 animais foram resgatados. Um primeiro balanço divulgado pela PF na ‘Urutau 2’ apontam para outros 200 animais resgatados, principalmente aves.

Até às 11h da manhã, onze pessoas haviam sido presas, entre elas um dos principais traficantes de animais do País, Roberto Augusto Martinez Filho, o ‘Zé do Bode’. Ele já havia sido preso no ano passado quando foi flagrado com um casal de macacos-prego. Agora foi detido preventivamente.

Ao todo agentes cumprem 14 mandados de prisões preventivas, 17 de busca e apreensão e 5 de sequestro de veículos. As atividades são realizadas nas cidades de Diadema, São Paulo, Jacareí, Mongaguá (SP), Ivinhema, Novo Horizonte do Sul (MS), Aparecida de Goiânia (GO), Curitiba (PR) e Alagoinha (PE).

A ação conta com a participação do Ministério Público Federal, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo, da Polícia Militar Ambiental do São Paulo, da Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul e do IBAMA.

Segundo a PF, ao longo das investigações foram aprendidas centenas de animais silvestres no curso das investigações policiais, constituindo provas da materialidade de diversos delitos: receptação dolosa qualificada, associação criminosa, crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, caça de animais silvestres, falsificação de sinal público/anilhas, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.

A corporação indicou ainda que o nome da operação faz alusão aos urutaus, ‘aves exclusivamente noturnas e que utilizam bem a sua plumagem para se camuflar, confundindo-se com o ambiente, de modo a dificultar a sua localização pelos predadores’.

“No caso da operação policial os investigados praticam crimes ambientais de tráfico de animais silvestres em escala, malferindo a biodiversidade ambiental, ocultando-se na benevolência das penas criminais pífias previstas na Lei Ambiental 9.605/1998 que as qualifica como infrações penais de menor potencial ofensivo”, registrou a PF em nota.

Operação Urutau 2. Foto: Polícia Federal

Operação Urutau 2. Foto: Polícia Federal

Operação Urutau 2. Foto: Polícia Federal

Operação Urutau 2. Foto: Polícia Federal

 

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