Pezão fala por Cabral dia 6 de abril

Pezão fala por Cabral dia 6 de abril

Governador do Rio foi convocado a depor como testemunha de defesa de Sérgio Cabral, acusado de receber R$ 2,7 milhões em propina sobre contratos do Complexo Petroquímico da Petrobrás

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt

10 Março 2017 | 15h10

Pezão. Foto: Wilton Junior/Estadão

Pezão. Foto: Wilton Junior/Estadão

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), vai depor por seu antecessor Sérgio Cabral no dia 6 de abril, às 16h, por meio de videoconferência. Pezão foi arrolado como testemunha de defesa do ex-governador do Rio em processo que acusa Sérgio Cabral de ter recebido propina de R$ 2,7 milhões sobre contratos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobrás.

Cabral está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu 8, desde novembro do ano passado. O ex-governador foi detido na primeira fase da Operação Calicute em seu apartamento, no Leblon. Segundo os investigadores, Cabral era o líder de um grupo criminoso que angariava propina junto a empreiteiras contratadas por sua administração.

Documento

O ex-governador responde a ações penais na 13.ª Vara Federal em Curitiba e na 7.ª Vara Federal no Rio.

Na ação em que Pezão vai depor, Sérgio Cabral é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na ação conduzida por Moro.

A Procuradoria da República acusa o peemedebista por propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente às obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), da Petrobrás.

Neste processo também são réus outros seis investigados, inclusive, a mulher de Cabral, a advogada Adriana Ancelmo.

Os outros cinco acusados são: Carlos Miranda, apontado como o ‘homem da mala’ do ex-governador; os executivos da Andrade Gutierrez Clóvis Renato Numa Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá; o ex-secretário do Governo Cabral, Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, e sua mulher Mônica Araújo Macedo Carvalho.

Arquivamento. Em 3 de março, o vice-procurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrada pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o arquivamento da investigação sobre Pezão em inquérito que apura corrupção e lavagem de dinheiro em contratos do Comperj.

“O Ministério Público Federal requer o arquivamento parcial deste inquérito em relação a Luiz Fernando de Souza, sem prejuízo de que fatos novos justifiquem a reabertura da investigação, conforme art. 18 do Código de Processo Penal”, solicitou o vice-procurador-geral.

“Após, requer o declínio de competência para continuidade da investigação ao juízo da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Curitiba/PR, considerando os indícios relacionados aos demais envolvidos.”