Petrobrás foi vítima de ação cruel de criminosos, diz Janot

Procurador-geral da República diz, em cerimônia de devolução de valores aos cofres da estatal, que 'não existe cidadão acima da lei'

Redação

31 de julho de 2015 | 11h24

Edifício da Petrobrás, no Rio. Foto: André Dusek/Estadão

Edifício da Petrobrás. Foto: André Dusek/Estadão

Atualizada às 12h18

Por Julia Affonso e Fausto Macedo

O procurador-geral da República Rodrigo Janot disse nesta sexta-feira, 31, que ‘não existe cidadão acima da lei’. Ele participou da cerimônia R$ 139 milhões, sendo R$ 69 milhões referentes a desvios do ex-empregado Pedro Barusco e R$ 70 milhões desviados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. Este foi o segundo montante de valores devolvidos à Petrobras. Em maio, o Ministério Público Federal já havia feito a devolução de R$ 157 milhões repatriados pela Operação Lava Jato.

“Hoje, a Justiça brasileira dá mostras que estamos vivendo um período de maturidade em que ninguém se exime do cumprimento da lei, ninguém se exime de submeter-se das decisões judiciais”, alertou Janot.

Rodrigo Janot. Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo.

Rodrigo Janot. Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo.

Os R$ 69 milhões são parte dos US$ 97 milhões bloqueados do ex-gerente executivo da estatal Pedro Barusco no exterior e que ele aceitou devolveu em seu acordo de delação premiada nas investigações da Operação Lava Jato. Barusco foi acusado de receber propinas para fornecer informações privilegiadas da estatal à empresa holandesa SBM Offshore entre 1997 e 2012.

Participaram do ato o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, e o procurador da República do Rio, Renato Silva de Oliveira.
Janot e Bendine assinaram o termo de restituição dos valores.

“O Ministério Público Federal atua de forma profissional, de forma equilibrada, mas de forma efetiva, incisivo e assim continuará sendo”, afirmou Janot. “Essa empresa (Petrobrás) foi vítima de criminosos que assacaram contra o seu patrimônio. É bom que se diga e que se reafirme. Essa empresa foi vítima de atuação cruel de criminosos que alcançaram o seu patrimônio.”

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