Petição online pede a abertura de um processo no Conselho de Ética contra Waldir Maranhão

Polêmica decisão de presidente interino da Câmara dos Deputados mobiliza população na internet

Roberta Barbieri, especial para 'O Estado'

09 de maio de 2016 | 16h00

Waldir Maranhão. Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados

Waldir Maranhão. Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados

Nesta segunda-feira,, 9, aconteceram diversas manifestações na internet após o presidente interino da Câmara Waldir Maranhão (PP-MA) anular a tramitação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

No site Change.org, a Frente de Mobilização Popular criou um abaixo-assinado para pedir a abertura de um processo no Conselho de Ética contra Waldir Maranhão. A petição, criada há 5 horas e com 20 mil apoiadores até o momento, defende que a decisão do deputado “atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos” e representa um “vale-tudo à margem” da Constituição.

Na mesma plataforma, há também uma petição que pede a anulação do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff. O abaixo-assinado foi criado pela gaúcha Melissa de Paula que argumenta que não existe crime de responsabilidade e que houve manipulação por parte do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, nas deliberações e votações. A petição está no ar há dois dias e tem 24 mil assinaturas até agora.

Apesar da decisão de Waldir Maranhão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), manteve o andamento do processo de impeachment e não aceitou a anulação.

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