‘Pessoas com antecedentes criminais, a fonte de confiança’, reage Moro

‘Pessoas com antecedentes criminais, a fonte de confiança’, reage Moro

Ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) diz, em sua página no Twitter, que grupo com passagens pela polícia alimentou 'aqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime'

Andreza Matais, Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

24 de julho de 2019 | 16h38

Sérgio Moro. Foto: Pedro França/Agência Senado

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) postou em sua página no Twitter, nesta quarta, 24, que ‘pessoas com antecedentes criminais’ são a ‘fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime’.

1. Moro não citou nomes em sua mensagem. Ao apontar para ‘pessoas com antecedentes criminais’, o ministro se refere ao grupo aprisionado pela Polícia Federal na Operação Spoofing, deflagrada nesta terça, 23.

2. Foram presos quatro investigados por suspeita de hackear o aplicativo Telegram do celular de Moro e também de juízes e delegados da PF. Um deles, Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’, que reside em Araraquara, interior paulista, acumula processos por estelionato, falsificação de documentos e furto.

3. “Pessoas com antecedentes criminais, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime”, escreveu o ex-juiz da Lava Jato.

4. Desde o início de junho, Moro é alvo da divulgação de diálogos a ele atribuídos com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná.

Ele enalteceu o trabalho dos investigadores e a decisão do juiz Wallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, que decretou a prisão temporária dos suspeitos, o bloqueio de bens e a quebra do sigilo bancário de todos.

“Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o Ministério Público Federal e a Justiça Federal”, ressaltou Moro.

O ministro também fez uma conta, baseado na decisão de Wallisney. “Leio, na decisão do juiz, a referência a 5.616 ligações efetuadas pelo grupo com o mesmo modus operandi e suspeitas, portanto, de serem hackeamentos. Meu terminal só recebeu três. Preocupante.”

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