Pelo WhatsApp, Mariz diz a Temer que não quer Defesa

Pelo WhatsApp, Mariz diz a Temer que não quer Defesa

Criminalista avalia que seria 'um estranho no ninho' no Ministério que reúne as Forças militares

Marcelo Godoy e Fausto Macedo

05 de maio de 2016 | 20h51

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Michel Temer (esq) e Antonio Claudio Mariz de Oliveira (dir). Foto: Estadão

O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira recusou nesta quinta-feira, 5, o convite para assumir o Ministério da Defesa num eventual governo Michel Temer. Pelo WhatsApp, por volta de 19 horas, Mariz comunicou a Temer sua decisão. “Reiterei minha amizade e meu apreço pelo Michel, mas informei a ele da minha decisão.”

Mariz havia sido convidado pelo vice-presidente na segunda-feira, 2. Os dois se encontraram no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O criminalista, com quase 50 anos de advocacia, gostaria de assumir outro Ministério, o da Justiça, que considera mais adequado à sua profissão e especialização. Mas Temer avaliou que Mariz, que é seu amigo, não seria o nome ideal para a Pasta, principalmente depois que o advogado emitiu opiniões pessoais em entrevistas criticando o instituto da delação premiada – carro-chefe da Operação Lava Jato.

“O Michel foi muito gentil ao oferecer outra Pasta, mas não tenho nenhuma afinidade, nem intelectual nem profissional, com a Defesa. Eu seria um estranho no ninho. Largaria meu escritório, onde advogo há 47 anos, por algo correlato às minhas atividades, como o Ministério da Justiça. Mas a Defesa não. É uma área pela qual não tenho interesse em trabalhar.”

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