Pedidos de cooperação jurídica na Lava Jato alcançam 70 países

Pedidos de cooperação jurídica na Lava Jato alcançam 70 países

Segundo o superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Ricardo Andrade Saadi, número representa mais de um terço do número de países-membros da ONU

Márcio Dolzan e Renata Batista/RIO

23 Novembro 2018 | 19h42

O Superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Ricardo Andrade Saadi, disse nesta sexta-feira, 23, que os pedidos de cooperação jurídica internacional envolvendo a Operação Lava Jato já alcançam 70 países. É mais de um terço do número de países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que soma 193.

“Nós temos, até a data de hoje, aproximadamente 900 pedidos de cooperação jurídica internacional envolvendo a Operação Lava Jato, entre ativos e passivos. São pedidos de autoridades brasileiras para obter provas no exterior e pedidos de autoridades do exterior para conseguir provas no Brasil, envolvendo aproximadamente 70 países diferentes”, disse.

Segundo ele, isso mostra a importância da cooperação internacional. Indica também a abrangência da operação que, de acordo com a futura chefe do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça, Érika Marena, deixou um legado para a imagem do país no exterior. “O Brasil adquiriu respeito muito grande porque mostrou que as instituições funcionaram”, disse a delegada que participou da primeira equipe da Lava Jato.