PCdoB no Maranhão vê ‘propaganda eleitoral negativa’ e vai pedir investigação contra Bolsonaro que comparou Flávio Dino a Kim Jong-un e Maduro

PCdoB no Maranhão vê ‘propaganda eleitoral negativa’ e vai pedir investigação contra Bolsonaro que comparou Flávio Dino a Kim Jong-un e Maduro

No segundo dia de agenda pelo Estado, presidente criticou governador maranhense, a quem comparou com 'ditadores gordinhos'

Rayssa Motta

21 de maio de 2021 | 14h49

Presidente do diretório estadual do PCdoB no Maranhão, o deputado federal licenciado Márcio Jerry pretende acionar a Procuradoria Regional Eleitoral contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele vai pedir a abertura de uma investigação por uso de dinheiro público para promover a candidatura bolsonarista à reeleição em 2022 e ataques a adversários durante sua visita ao Estado.

“Bolsonaro fez hoje, em Açailândia, nova propaganda eleitoral negativa antecipada. Usando dinheiro público para campanha eleitoral antecipada, o que é absolutamente ilegal. Farei em nome do PCdoB Maranhão representação contra ele à Procuradoria Regional Eleitoral”, afirma Jerry, que pediu licença da cadeira na Câmara dos Deputados para assumir o comando da Secretaria das Cidades e do Desenvolvimento Urbano no governo Flávio Dino (PCdoB), uma das principais lideranças de oposição a Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro em evento para entrega simbólica de títulos de terra em Açailândia (MA). Foto: Isac Nóbrega/PR

Mais cedo, em seu segundo dia de agenda no Maranhão, o presidente fez a entrega simbólica de títulos de terra em Açailândia, município localizado a 526 quilômetros da capital São Luís. Durante o discurso, criticou e fez ataques a Dino, a quem comparou ao ditador Kim Jong-un, da Coreia do Norte, e ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Lá na Coreia do Sul [a ditadura ocorre na verdade na Coreia do Norte], tem uma ditadura, o ditador não é um gordinho? Na Venezuela, tem uma ditadura, não é um gordinho? Quem é o gordinho ditador do Maranhão?”, disse Bolsonaro.

O presidente também acompanhou os gritos de ‘vagabundo’ entoados por apoiadores contra o relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

A chegada da comitiva presidencial em Açailândia causou aglomeração. Sem máscara, Bolsonaro caminhou entre correligionários. Ele viajou acompanhado dos ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, da Agricultura, Tereza Cristina, do Turismo, Gilson Machado, e do filho, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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