Paulo Marinho diz que está ‘perplexo’ com suposta devassa em suas contas bancárias

Paulo Marinho diz que está ‘perplexo’ com suposta devassa em suas contas bancárias

Empresário que fez acusações contra o senador Flávio Bolsonaro prestou novo depoimento, com 'riqueza de detalhes', na tarde desta quinta-feira

Caio Sartori/RIO

21 de maio de 2020 | 17h42

Após as acusações que fez contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem é suplente, o empresário Paulo Marinho afirmou que está “perplexo” com a possibilidade de suas contas bancárias estarem passando por uma “devassa”. A alegação fez com que a defesa do pré-candidato à Prefeitura do Rio pelo PSDB pedisse uma investigação ao Ministério Público Federal para apurar o caso.

“O que me deixou perplexo foi a notícia que li em um site prestigioso de que está sendo feita devassa em minhas contas por gente de Brasília”, disse, referindo-se ao site O Antagonista. “Eu solicitei ao procurador que tomasse as providências e apurasse.”

Marinho foi à sede do MPF no Rio nesta quinta-feira, 21, para prestar novo depoimento após as acusações feitas em entrevista à Folha de S. Paulo no último domingo. Ele já havia comparecido ontem à superintendência da Polícia Federal, onde passou mais de cinco horas.

“Reproduzi o meu depoimento de ontem com riqueza de detalhes maior porque a investigação aqui é mais ampla. Trouxe provas, deixei nas mãos do procurador. E ele me recomendou que eu, igualmente ao depoimento de ontem, não declarasse ou divulgasse o teor.”

O empresário Paulo Marinho deixa a sede da Polícia Federal após prestar depoimento na quarta, 20. Foto: Wilton Júnior / Estadão

O procurador Eduardo Benones, por sua vez, disse na saída que o conteúdo apresentado por Marinho é significativo e faz com que as investigações continuem. “Foi produtivo. Com o que tivemos ontem, agregando com o que tivemos hoje, no mínimo temos razão para continuar as investigações”, afirmou.

Marinho e sua defesa não deram detalhes sobre o que seria a suposta devassa nas suas contas bancárias.

Na eleição de 2018, o patrimônio declarado do candidato a suplente era de R$ 752,7 mil. A lista de bens não inclui, por exemplo, a famosa mansão no Jardim Botânico, zona sul do Rio, que serviu como uma espécie de bunker para a campanha de Bolsonaro. Isso porque a residência e outros bens do empresário estão no nome de sua esposa.

A estratégia seria uma forma de impedir bloqueios de bens na Justiça, já que Marinho enfrenta vários processos envolvendo antigos negócios, como os feitos em parceria com Nelson Tanure, de quem já foi sócio no estaleiro Verolme e com quem trabalhou no Jornal do Brasil. Os dois viraram inimigos na Justiça, onde também responderam a processos movidos por antigos funcionários.

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