Patrícia Vanzolini, candidata de oposição à presidência da OAB-SP, diz que relação da entidade com a classe chegou ao ‘fundo do poço’ na pandemia

Patrícia Vanzolini, candidata de oposição à presidência da OAB-SP, diz que relação da entidade com a classe chegou ao ‘fundo do poço’ na pandemia

Patrícia Vanzolini lançou candidatura neste sábado, 16, ao lado do vice, o criminalista Leonardo Sica, e criticou falta de iniciativa da direção da Ordem em defesa das prerrogativas dos advogados na crise da covid

Rayssa Motta e Fausto Macedo

16 de outubro de 2021 | 19h44

Evento de lançamento da chapa de Patrícia Vanzolini. Foto: Divulgação

Cabeça da chapa de oposição nas eleições da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a advogada e professora de Direito Patrícia Vanzolini disse neste sábado, 16, que a relação da classe com a entidade ‘chegou ao fundo do poço’ na pandemia.

“Passamos um ano em que a advocacia foi massacrada. Fecharam os nossos escritórios e os fóruns e não nos perguntaram nada. Nos enfiaram audiências online sem nos perguntarem se funciona ou não. Desligam nossos microfones no meio de uma audiência. Calam a nossa voz e nos humilham. E a OAB não fez nada – nem no nível federal e nem estadual”, afirmou no evento de lançamento da candidatura.

Entre as bandeiras de campanha estão baixar a anuidade dos associados e modernizar a secional. O vice é o criminalista Leonardo Sica.

Em seu discurso, a advogada pregou ‘esperança’ e se comprometeu a não disputar um segundo mandato caso seja eleita para o próximo biênio. “Quem é candidato à reeleição faz campanha e não gestão”, disse.

Em quase noventa anos de história, a OAB-SP nunca teve uma mulher na presidência. A chapa dela tem, pela primeira vez, mulheres concorrendo aos cargos de presidência da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) e à Secretária-Geral.

Desde a abertura da inscrição das chapas que vão concorrer às próximas eleições, marcadas para 25 de novembro, o OAB-SP passa por um momento de turbulência que resultou inclusive em baixas na gestão do atual presidente Caio Augusto Silva dos Santos, que disputa a reeleição. Além da chapa de Patrícia, a criminalista Dora Cavalcanti também faz oposição.

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