Patriarca da Odebrecht diz que Lula prometeu lobby pela empreiteira junto a Dilma

Patriarca da Odebrecht diz que Lula prometeu lobby pela empreiteira junto a Dilma

Segundo empreiteiro delator da Lava Jato, em troca do tráfico de influência petista queria apoio aos negócios do filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva

Ricardo Galhardo

11 de abril de 2017 | 23h34

Lula. Foto: Eraldo Peres/AP

Lula. Foto: Eraldo Peres/AP

O ex-presidente da Odebrecht, Emílio Alves Odebrecht, e o ex-diretor de relações institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar, disseram, em depoimentos à Lava Jato, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a melhorar o relacionamento entre a empresa e a ex-presidente Dilma Rousseff em troca de apoio aos negócios de Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do petista.

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Em petição enviada à Justiça Federal do Paraná, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recomenda análise conjunta do caso.

Segundo a petição enviada por Fachin à Justiça Federal do Paraná, os delatores disseram que chegaram a ter uma reunião com Luís Cláudio para tratar de apoio ao projeto “Touchdown”, que previa a criação de uma liga de futebol americano no Brasil.

“Os colaboradores relatam que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva teria se comprometido a melhorar a relação entre o Grupo Odebrecht e a então presidente da República Dilma Rousseff, sendo que, em contrapartida, receberia o apoio da Odebrecht na atividade empresarial desenvolvida por seu filho Luís Cláudio Lula da Silva. Há menção, nesse contexto, de reunião entre Luís Cláudio Lula da Silva e representantes da empresa, ocasião em que foi apresentado ao grupo o projeto ‘Touchdown’, associado à criação de liga de futebol americano no Brasil.

Luís Cláudio também é investigado no âmbito da Operação Zelotes da Polícia Federal. A empresa dele, LFT Marketing Esportivo, teria recebido R$ 2,5 milhões da Mautomi & Marcondes, empresa que representava os interesses de montadoras de automóveis em Brasília.

Segundo o Instituto Lula, “os advogados não conhecem os autos, reiteram que Lula nunca agiu na ilegalidade e que o ex-presidente vem sendo alvo de acusações frívolas e sem nenhuma materialidade”.

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