Pastor André preso de novo!

Pastor André preso de novo!

Ex-prefeito de Planaltina de Goiás, alvo da Operação Mãos à Obra, havia sido solto em 27 de novembro; ele foi novamente capturado por suspeita de descumprimento de medidas cautelares e também por 'novos elementos de prova'

Julia Affonso

18 Dezembro 2018 | 13h31

Foto: Ministério Público de Goiás

O Ministério Público de Goiás, por meio da 4.ª Promotoria de Planaltina de Goiás, deflagrou, na manhã desta terça, 18, a quinta fase da Operação Mãos à Obra, que investiga supostas irregularidades em contratos na Câmara Municipal. O ex-prefeito Pastor André (PRB), também ex-presidente da Câmara, foi preso de novo.

Planaltina, com 90 mil habitantes, fica a 260 quilômetros de Goiânia. Pastor André havia sido preso em 8 de novembro e solto em 27 de novembro. Ele foi novamente capturado por suspeita de descumprimento de medidas cautelares e também por ‘novos elementos de prova’.

Pastor André. Foto: Câmara Municipal de Planaltina

A operação é coordenada pelo promotor Rafael Simonetti e tem o apoio do Centro de Inteligência do Ministério Público de Goiás e das Polícias Civil e Militar.

Também é alvo de prisão preventiva o advogado Edimundo da Silva Borges Júnior, em Formosa – ex-procurador Jurídico da Câmara -, em Formosa. A Justiça mandou expedir um mandado de custódia provisória contra o gerente do Banco do Brasil de Formosa, Noel Alves de Oliveira Filho.

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro, em Planaltina de Goiás, e prendeu o então prefeito, Pastor André, que, na época dos fatos apurados, era presidente da Câmara de Planaltina. Ele teria fraudado contratações de empresas e superfaturado obras, além de ter desviado recursos do erário. Além dele, empresários e servidores da Câmara de Planaltina também foram presos.

Na segunda fase da ação foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Câmara.

Foto: Ministério Público de Goiás

 

Foto: Ministério Público de Goiás

Já na terceira fase, o Ministério Público detectou que o ex-gestor de Contratos da Câmara de Planaltina usou ligações com o servidor do Banco do Brasil para descontar cheques da Câmara, com fraude no endosso para sacar dinheiro em espécie e repasse de uma porcentagem para o gerente.

Na quarta fase, no início deste mês, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em desfavor do advogado Edimundo da Silva Borges Júnior e de Fábio José de Souza Rodrigues, ex-gestor de Contratos da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás.

A reportagem está tentando contato com os citados. O espaço está aberto para manifestação.

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