Para Serra, impeachment é remédio amargo, mas necessário

Senador tucano criticou o que chamou de "retórica do golpe" e ressaltou que o rito do impeachment está previsto na Constituição

Mateus Coutinho

12 de maio de 2016 | 05h24

serra

José Serra (PSDB-SP). Foto: Agência Senado

Cotado para assumir um ministério no futuro governo Temer, o senador José Serra (PSDB-SP) afirmou na madrugada nesta quinta-feira, em seu discurso na sessão que vai votar o impeachment de Dilma Rousseff que o process de afastamento “não é uma medida de exceção, é uma solução constitucional”.

O parlamentar disse que o impedimento da petista é um remédio amargo, mas necessário diante da baixa popularidade da presidente, do aumento do desemprego e da queda de produção.

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“Esse é o ponto a que chegamos: derretimento da produção e do emprego, derretimento das condições sociais de vida da população, deterioração moral no mundo político, a exacerbação dos conflitos dentro e fora da política e um verdadeiro risco, a meu ver, de colapso do Estado de Direito”, disse.

Serra criticou o que chamou de “retórica do golpe” e ressaltou que o rito do impeachment está previsto na Constituição. Para o senador, a presidente não está sendo derrubada pelos seus adversários, mas “pela marcha de insensatez que ela e seu partido deflagraram”.

“São os fatos, a dura realidade dos fatos, e não a astúcia de seus opositores, que provocaram a atual situação de estarmos às vésperas de um impedimento dramático” assinalou.

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