Panamá fecha acordo de US$ 59 milhões com Odebrecht

Panamá fecha acordo de US$ 59 milhões com Odebrecht

Comunicado divulgado por Kena Porcell, procuradora-geral do país da América Central, destaca que empreiteira brasileira teria admitido repasses ilícitos entre 2009 e 2014

Fausto Macedo, Julia Affonso, Beatriz Bulla, Brasília, e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

12 de janeiro de 2017 | 20h13

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

Atualizado às 20h20 – A Odebrecht fechou um acordo em que se comprometeu a devolver US$ 59 milhões para o Panamá, segundo documento divulgado nesta quinta-feira, 12, pela Procuradoria Geral da República local.

O país é um dos 12 que receberam propinas da Odebrecht, segundo os acordos de delação premiada e leniência fechados pelo grupo com autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça.

A procuradora-geral do Panamá, Kena Porcell, informou nesta quinta-feira, 12, que a Odebrecht assumiu compromisso de pagar US$ 59 milhões como forma de indenização por subornos que teria feito a autoridades daquele país da América Central, entre 2009 e 2014.

Em nota pública, a PGR do Panamá informou que depois de reuniões realizadas na manhã desta quinta-feira com advogados da Odebrecht, foi acertado de forma verbal e formal o pagamento de US$ 59 milhões pelas propinas pagas a pessoas e empresas do país.

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“Reitero à sociedade panamenha que o Ministério Público do Panamá está fazendo seu trabalho de investigação penal sem distinção alguma”, informa nota da Procuradoria Geral.

Na semana passada, o Ministério Público do Peru e a empreiteira brasileira fecharam acordo por meio do qual a Odebrecht assumiu obrigação de pagar US$ 8,9 milhões. A Odebrecht se comprometeu, ainda, a dar informação ‘relevante’ sobre subornos que fez para ganhar obras públicas no Peru.

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT

Em nota, a Odebrecht afirmou que ‘vem cooperando com autoridades brasileiras e estrangeiras para o avanço de investigações em curso”. “A extensa colaboração promovida demonstra o seu entendimento por uma necessária mudança de postura na relação entre entes públicos e privados. A empresa vem adotando as medidas necessárias para aprimorar seu compromisso com práticas empresariais éticas e de promoção da transparência em todas as suas ações, com o objetivo de virar a página e evoluir continuamente.”

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