Padrão ouro

Padrão ouro

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

24 de fevereiro de 2020 | 05h00

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

A percepção sobre meios (negativos) de emprego do poder do dinheiro foi manifestada por Abraham Lincoln (16° presidente dos Estados Unidos), que assumiu a presidência um mês antes do início da Guerra Civil. 

Disse Lincoln: “O poder do dinheiro depreda uma nação em tempos de paz e conspira contra ela em tempos de adversidade. Ele é mais despótico que a monarquia, mais insolente que a autocracia, mais egoísta que a burocracia”.

Estruturas apátridas que usam meios negativos de emprego do poder do dinheiro operam com a lógica guerra, dívida e dependência. É com essa fórmula que manipulam e controlam países e povos há mais de 200 anos.

Passados 159 anos desde a declaração de Lincoln, a construção de estruturas disciplinadas, que se comportem de acordo com valores positivos, permitirá o emprego do poder do dinheiro voltado para resultados pró-humanidade. 

O Federal Reserve Act, de 1913, estabeleceu o Federal Reserve System (Fed) como o banco central dos Estados Unidos para fornecer ao país um sistema monetário e financeiro mais seguro, mais flexível e mais estável. 

Após mais de 100 anos de funcionamento, os resultados do sistema monetário e financeiro fornecido pelo Fed estão distantes da segurança, flexibilidade e estabilidade. 

Promover o máximo emprego e preços estáveis de bens e serviços. Estes são os objetivos estipulados pelo Congresso no Federal Reserve Act. Os resultados do funcionamento do Fed evidenciam distância em relação aos citados objetivos. 

A percepção desses fatos por parte dos americanos parece estar aumentando, assim como o conhecimento sobre a identidade das estruturas que efetivamente se beneficiam do funcionamento do Fed.

O processo multilateral de construção da transição do sistema petrodólar para outro sistema (padrão ouro) continua avançando com consistência para possível conclusão após 2020.

Dentre outras evidências do avanço desse processo, a declaração do presidente americano (no dia seguinte a operação militar que neutralizou alvo iraniano) sobre a independência energética dos Estados Unidos em relação ao Oriente Médio.

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, advogado

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.