Otimismo global pós-vacina no mercado de real estate

Otimismo global pós-vacina no mercado de real estate

Fábio Bergamo*

04 de agosto de 2021 | 03h45

Fábio Bergamo. FOTO: DIVULGAÇÃO

O mercado imobiliário, no Brasil e no mundo, tem atraído olhares de investidores e analistas que observam as movimentações do último ano. Mesmo com dinâmicas e características locais, o impacto das regras de distanciamento social e o trabalho remoto foi sentido em todas as áreas e países de maneira uniforme.

Se por um lado a pandemia gerou forte desvalorização de setores que são mais dependentes de uma “volta da normalidade”, como hotelaria, corporativo e varejo, por outro houve uma alta nos negócios de galpões logísticos e data centers, impulsionados pela digitalização das empresas e o crescimento das vendas no e-commerce, tanto nos Estados Unidos e Europa, quanto no Brasil.

Com a retomada da economia nos EUA, aliada ao andamento da vacinação na Europa, e o grande volume de capital para investimento disponível, o otimismo vem recuperando espaço no segmento. Mercados como os EUA e Reino Unido, onde se alcançou números representativos de vacinados, o aquecimento do setor vem sendo expressivo com ativos sendo negociados acima dos valores pré-crise.

No Brasil, as perspectivas positivas ainda impactam de forma tímida o setor imobiliário. Como visto nos mercados globais, os analistas projetam uma retomada significativa a partir do segundo semestre, quando se espera que a maioria dos adultos estejam vacinados.

Nesse cenário de incerteza local, os investidores buscaram diversificar suas carteiras por meio de investimentos no exterior, e o mercado de REITs foi uma das boas apostas, apresentando retorno de 22% nos primeiros 6 meses de 2021.

O mercado de REITs soma cerca de US$ 4.5 trilhões em ativos, e apresenta um retorno histórico de 11% a. a. nos últimos 30 anos, apenas atrás dos retornos de Private Equity no mesmo período. Além de uma performance consistente, os REITs oferecem ao investidor imobiliário a oportunidade de grande diversificação setorial – residencial, datacenter, logística, escritórios etc. – com alta liquidez e volumes de investimento significativamente menores que no mercado de investimentos imobiliários diretos.

Nesse momento de incertezas, é preciso um olhar atento às oportunidades e à diversificação das carteiras para bons rendimentos e resultados no longo prazo, sem abrir mão de estudos aprofundados do mercado global, com foco em performance, experiência, credibilidade e critérios de ESG.

*Fábio Bergamo é COO da JLP Asset Management

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