Os impactos da pandemia do novo coronavírus na mineração

Os impactos da pandemia do novo coronavírus na mineração

Jerri Alves*

19 de maio de 2020 | 04h30

Jerri Alves. FOTO: LUANA MOREIRA

Para continuar operando durante o período de isolamento social – que é uma das medidas restritivas essenciais no combate ao novo coronavírus –, diversas empresas precisam se reinventar. Ainda sim, o impacto econômico já pode ser sentido em todas as esferas, e o objetivo maior dos empresários se tornou um só: minimizar os danos.

O setor de mineração pode enfrentar dificuldades para retomar o ritmo de produção e realizar eventuais ampliações de sua capacidade produtiva. Tudo isso pode acontecer devido aos atrasos em etapas essenciais que dependem da aprovação de órgãos públicos — como por exemplo, as fiscalizações in loco e a realização de estudos ambientais e minerários, que exijam a presença física de engenheiros e técnicos para a avaliação.

Apesar dos impactos já sentidos pelos profissionais do ramo, os danos reais ainda não podem ser mensurados. A verdade é que essa pandemia pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial. Não dá para saber se o prejuízo será consistente ou não.

Durante a pandemia, a proposta do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) é manter o acompanhamento da situação por teleconferências, e formatar orientações às empresas responsáveis pela produção mineral brasileira.

As mineradoras também devem se conscientizar e seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da legislação brasileira para preservar a saúde e a segurança da população. É hora de compartilhar experiências e aprender uns com os outros para multiplicar resultados positivos neste momento tão delicado.

As recomendações para o funcionamento de mineradoras incluem a implementação de home office para funcionários não essenciais ou do grupo de risco, a redução do número de trabalhadores nos ônibus que os transportam até os locais de trabalho, bem como a disponibilização de álcool gel nos veículos. Além disso, caminhoneiros que acessam usinas, devem ter a temperatura aferida, e as cabines de operação destes locais devem ser demarcadas para o distanciamento e higienizadas a cada troca de turno.

Também é importante reforçar medidas de higiene pessoal, escalonar a presença física nos refeitórios, evitar reuniões presenciais e reduzir atividades de expansão.

*Jerri Alves, superintendente do Grupo MBL

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