Mordomias de Cunha afastado já custaram R$ 540 mil ao contribuinte

Mordomias de Cunha afastado já custaram R$ 540 mil ao contribuinte

Dados constam de documento do PSOL ao Supremo Tribunal Federal com pedido de suspensão dos gastos com parlamentar peemedebista alvo da Lava Jato

Mateus Coutinho e Fausto Macedo

25 de maio de 2016 | 14h49

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, citado por delator como recebedor de propina. Foto: André Dusek/Estadão

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, citado por delator como recebedor de propina. Foto: André Dusek/Estadão

Afastado da Presidência da Câmara no dia 5 de maio por determinação do Supremo Tribunal Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem custado aos cofres públicos cerca de R$ 541 mil mensais graças a uma decisão da Mesa Diretora garantindo ao peemedebista uma série de benefícios – como o uso da residência oficial da presidência da Câmara, carros à disposição e seguranças, privilégios que ele possuía quando ocupava o topo da Casa.

Os “custos” do peemedebista foram levantados pelo PSOL na reclamação que o partido protocolou nesta quarta-feira, 25, no Supremo pedindo para que a Corte suspenda o ato da Mesa Diretora que garantiu as regalias a Cunha.

[veja_tambem]

Ele gastou só com “alimentação e custeio” R$ 29,6 mil desde que foi afastado.

Com os 16 seguranças da Casa encarregados de zelar pela proteção do parlamentar afastado são mais R$ 217 mil, além de outros R$ 60,3 mil com oito vigilantes terceirizados e mais R$ 28,2 mil com a administradora da residência oficial da presidência da Casa, que é uma servidora efetiva dos quadros da Câmara.

VEJA A TABELA DOS GASTOS DE CUNHA:

gastoscunha

Os gastos foram calculados com base no salário dos servidores à disposição da residência oficial da presidência da Câmara e também com base na média dos gastos de Cunha e sua família com alimentação nos últimos cinco meses.

Procurada, a assessoria de Cunha ainda não retornou o contato da reportagem

 

Mais conteúdo sobre:

Eduardo Cunhaoperação Lava JatoSTF