Os Estados Unidos devem atrair ainda mais brasileiros no pós-pandemia

Os Estados Unidos devem atrair ainda mais brasileiros no pós-pandemia

Leonardo Freitas*

30 de agosto de 2020 | 04h00

Leonardo Freitas. FOTO: DIVULGAÇÃO

Quando se fala em expatriações devemos regressar na história para podermos entender um pouco sobre o nosso futuro. É assim que os matemáticos fazem para prever cenários em diversos segmentos de nossa sociedade. A movimentação populacional ocorre desde os mais remotos tempos da humanidade. Trata-se de um comportamento inerente ao Ser Humano, pelo fato dele sempre buscar o novo e ser adaptável às mais diversas situações impostas pela vida comum. Os nômades são um excelente exemplo desta adaptabilidade. Podemos lembrar também de algo mais contemporâneo, como a chegada de nossos familiares ao Brasil vindos da Europa, Ásia e África. Imaginem nesta época o quanto era difícil a mudança de um país para outro, comparada às atuais facilidades oferecidas pela tecnologia e modernidade.

Hoje, nos deparamos com uma pandemia sem precedentes e que tem abalado as estruturas emocionais de muitas pessoas. As relações de trabalho ficaram obscuras devido ao enclausuramento da maioria das sociedades. Apesar das dificuldades, acredito que a criatividade nasce justamente nas limitações. Esta é uma enorme oportunidade para a quebra de paradigmas nas relações de trabalho e dos negócios. No entanto, um hábito jamais mudará é o movimento populacional ao redor do mundo devido à inerência do ser humano. Por mais que a tecnologia avance, o papel do homem na sociedade é primordial para o desenvolvimento, inclusive das tecnologias.

A expatriação entra neste bojo da evolução. O único fator que limita estas transições entre os povos é, na verdade, a economia. É por meio dela que os países protegem os interesses econômicos frente aos outros países. Mas, de forma geral, a imigração e migração são cíclicas, mas jamais serão interrompidas permanentemente. Os negócios em tecnologia necessitam do fator humano, mesmo com o advento dos trabalhos remotos. O comércio eletrônico já é um fato, mas precisa do indivíduo, que é o detentor de capital para o consumo. O mercado circulante necessita deste comércio, e ele somente é realizado com a interferência do homem.

Diferentemente daquilo que as pessoas possam imaginar, a empregabilidade deve aumentar cada vez mais, principalmente em países ditos de primeiro mundo. Os países com concentração de riqueza e políticas capitalistas ampliarão cada vez mais as oportunidades de mão-de-obra especializada. A China deve ser a única exceção neste bloco político socialista devido à alta competitividade econômica que o país impõe ao mercado global. Fora isso, os países do Terceiro Mundo terão dificuldades para abrir novas frentes de  trabalho. Por isso, a expatriação deve ocorrer de maneira efetiva em países prósperos. E, diante desta constatação, a recomendação é analisar estes ambientes de oportunidades nestes momentos de pandemia e buscar novos horizontes profissionais.

Os Estados Unidos são um país que, diante desta crise, se mantém como um destino de mentes brilhantes. A capacidade  governamental de suportar o americano e empresas estabelecidas no país tornam a nação um local propício aos brasileiros. Dada à proximidade cultural e geográfica, os EUA são os que mais se aproximam do Brasil para absorver inúmeros talentos para alavancar a economia americana. Mesmo diante das ações políticas do presidente Donald Trump que refletem na imigração, a América do Norte sabe que necessitará de estrangeiros especializados para fortalecer ainda mais a economia americana.

*Leonardo Freitas, CEO da Hayman-Woodward

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: