Os 63 quadros que os procuradores da Circus Maximus confiscaram

Os 63 quadros que os procuradores da Circus Maximus confiscaram

Força-tarefa confiscou obras com dois empresários alvos da investigação que mira irregularidades no Banco Regional de Brasília (BRB)

Fabio Serapião/BRASÍLIA

21 de fevereiro de 2019 | 17h22

Os procuradores da força-tarefa Greenfield apreenderam nesta quinta-feira, 21, 63 quadros com dois empresários alvos da operação Circus Maximus, que mira irregularidades no Banco Regional de Brasília (BRB). As obras, segundo o Ministério Público Federal, estavam escondidos em um depósito na Zona Industrial do Guará (SCIA), em Brasília .

Entre os investigados da Circus Maximus estão um neto do ex-presidente general João Figueiredo (1979-1985), Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, e um filho do ator Francisco Cuoco, Diogo Cuoco.
Em nota, a força-tarefa afirmou que os quadros estavam escondidos com terceiros para a ‘dificultar o andamento das investigações’.

A descoberta dos quadros foi durante a deflagração da operação, em janeiro, e foi comprovada por meio de documentos relacionados a contratação dos responsáveis pelo armazenamento.

A apreensão dos quadros foi autorizada pela 10.ª Vara Federal em Brasília e o valor do patrimônio, segundo o MPF, ainda será calculado.

Os quadros deverão ser utilizados para cobrir parte dos prejuízos causados pela esquema.

Segundo o Ministério Públco Federal, as irregularidades envolvendo fundos de investimentos causaram prejuízo de aproximadamente R$ 348 milhões ao BRB. Somente em propina a investigação encontrou registros de R$ 20 milhões.

“Além da condenação dos envolvidos, a Greenfield pede o confisco de valores, bem como uma indenização correspondente ao triplo das quantias desviadas por cada um, a fim de satisfazer os danos materiais, morais e sociais causados”, diz nota do Ministério Público Federal.

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