Os 200 anos de Marx

Os 200 anos de Marx

Rodrigo Merli Antunes*

10 Maio 2018 | 08h00

Rodrigo Merli Antunes. FOTO: DIVULGAÇÃO

Dias atrás, muitos comemoraram os dois séculos de nascimento do referido filósofo. Sendo o idealizador do comunismo (e de seu precedente necessário – o socialismo), até hoje ele é idolatrado pela maioria dos ‘intelectuais’ brasileiros. Mas será que Marx merece realmente tanta honraria?

A história revela que o socialismo matou mais de 100 milhões de dissidentes em todo o mundo e espalhou o terror, a miséria e a fome por ¼ da superfície da Terra. Todos os terremotos, furacões, epidemias, tiranias e guerras dos últimos 4 séculos, somados, não produziram resultados tão devastadores assim.

Marx também foi o inspirador de figuras como Hitler e Mussolini, os quais, ao contrário do que se diz por aí, sempre foram socialistas de formação. Basta ler o discurso de Hitler de 1.º de maio de 1927 (‘Nós somos socialistas…’) e basta atentar para o que Lenin dizia sobre seu colega italiano (‘Na Itália, só o socialista Mussolini pode guiar o povo para a revolução’).

Mas isso não é só! O marxismo inspirou também os estudiosos da Escola de Frankfurt (Gyorgy Lukács, Felix Weil, Theodor Adorno e Herbert Marcuse), bem como o comunista italiano Antonio Gramsci, os quais, basicamente, diziam que a teoria de Marx ainda não havia dado certo não por ser completamente furada, mas sim por conta da chamada cultura ocidental, esta a cegar de vez o proletariado, o qual não queria mais aderir à revolução.

Daí então é que o marxismo se preocupou em destruir tudo aquilo que as sociedades civilizadas já haviam construído, atacando, em especial, a família, a religião e a propriedade privada.

E o resultado está aí! Libertinagem sexual, ateísmo, abortismo, liberação das drogas, negação da autoridade etc.

Mas o marxismo ainda inspirou mais coisas. Além da tradicional luta de classes, trouxe também a luta de gêneros (mulheres x homens), de sexualidades (homossexuais x heterossexuais) e de raças (negros x brancos), dividindo a sociedade em tribos e trazendo animosidade entre todos.

Ao invés de unir, fez exatamente o contrário (tática do dividir para conquistar).

Por fim, na minha área de atuação, o marxismo trouxe ainda a idolatria dos bandidos, considerando estes últimos vítimas da sociedade burguesa e opressora e não responsáveis por suas próprias escolhas (seriam eles justiceiros sociais e não criminosos em espécie).

Daí então o Direito alternativo, o abolicionismo penal e o garantismo atualmente reinante. Enfim, se o leitor quiser comemorar o aniversário de Marx, fique à vontade. Já eu, prefiro ser tachado de conservador e antirrevolucionário. E com muito orgulho, diga-se de passagem!

*Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos. Pós-graduado em Direito Processual Penal. Autor de artigos e obras jurídicas

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