Os 12 alvos da Lava Jato 64

Os 12 alvos da Lava Jato 64

Nova etapa da operação, 'Pentiti', deflagrada por ordem da juíza Gabriel Hardt, chega ao pré-sal, aponta rombo de R$ 6 bilhões e vai no encalço da ex-presidente da Petrobrás Graça Foster e do executivo André Esteves, do Banco BTG Pactual, entre outros citados na delação do ex-ministro Antônio Palocci (Governos Lula e Dilma)

Ricardo Brandt, Pepita Ortega, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

23 de agosto de 2019 | 11h30

Gabriela Hardt. Foto: Reprodução/Ajufe

A juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, colocou a Operação Lava Jato 64 nas ruas nesta sexta, 23. Ela autorizou a Polícia Federal a fazer buscas em 12 endereços de investigados, inclusive da ex-presidente da Petrobrás (Governo Dilma), Graça Foster, e do executivo do Banco BTG Pactual, André Esteves.

Documento

A nova etapa da Lava Jato tem base na delação de Antônio Palocci, ex-homem forte dos Governos Lula e Dilma.

A PF batizou ‘Pentiti’ a Lava Jato 64, que, segundo a corporação, significa ‘arrependidos’ – referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que integraram organizações criminosas e, após suas prisões, decidiram colaborar.

Gabriela Hardt autorizou a PF a promover ‘o arrombamento de cofres caso não sejam voluntariamente abertos’

Veja a lista de alvos da Lava Jato 64

1) Sede do BANCO BTG PACTUAL S.A., CNPJ nº 30.306.294/0001-45, localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3477, 14º andar e outros;

2) Edifício localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3477, São Paulo/SP – CEP 04538-133;

3) Edifício localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3729, São Paulo/SP – CEP 04538-133;

4) Sede do BANCO BTG PACTUAL S.A., CNPJ nº 30.306.294/0001-45, localizada na Praia de Botafogo, nº 501, 5º, 6º e 7º andares, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ – CEP 22250- 040;

5) Residências de ANDRÉ SANTOS ESTEVES, CPF nº 857.454.48-68 – cujos endereços serão apresentados tão logo apreciado o presente pedido;

6) Residências de MARIA DAS GRAÇAS SILVA FOSTER, CPF nº 694.772.727-87 – cujos endereços serão apresentados tão logo apreciado o presente pedido;

7) Edifício localizado na Avenida Paulista, 1471, São Paulo/SP – CEP 01311-200;

8) Residências de CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA ANDRADE, CPF nº 040.341.394-04 – cujos endereços serão apresentados tão logo apreciado o presente pedido;

9) Residências de EDVALDO MARTINS DE SOUZA, CPF nº 275.147.778-06 – cujos endereços serão apresentados tão logo apreciado o presente pedido;

10) Residências de BRANISLAV KONTIC, CPF nº 998.543.178-20 – cujos endereços serão apresentados tão logo apreciado o presente pedido;

11) Residências de MAURÍCIO ROBERTO DE CARVALHO FERRO, CPF nº 371.505.961-34 – cujos endereços serão apresentados tão logo apreciado o presente pedido;

12) Edifício Eldorado Business Tower, localizado na Avenida das Nações Unidas, 8501, Pinheiros, São Paulo/SP.

COM A PALAVRA, O BTG PACTUAL

“Com relação à operação da Polícia Federal realizada nesta data, o BTG Pactual esclarece que está à disposição das autoridades para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível, como sempre.
O BTG Pactual reforça que o Banco opera normalmente.

O Banco esclarece ainda, que o objeto da referida busca e apreensão foi alvo de uma investigação independente conduzida pelo escritório de advocacia internacional Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, LLP, especializado em investigações e auditorias, contratado em 2015 por um comitê independente formado justamente para fazer uma auditoria externa e imparcial sobre as alegações na época relacionadas a atos ilícitos. A referida auditoria concluiu não existir qualquer indício de irregularidade. O relatório é público e pode, inclusive, ser acessado no site do banco (https://www.btgpactual.com/noticias/quinn-emanuel-conclusoes-da-investigacao)”

COM A PALAVRA, A DEFESA DE GRAÇA FOSTER

A reportagem tenta contato com a defesa da ex-presidente da Petrobrás. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, A ADVOGADA SÔNIA COCHRANE RÁO, QUE DEFENDE ANDRÉ ESTEVES

“Inexplicável e verdadeiramente assustadora a nova medida de força adotada sem qualquer motivo, baseada na desacreditada delação de Antônio Palocci, contra uma instituição financeira e um cidadão recentemente vítima de violento erro judiciário reconhecido por todas as instâncias judiciais.”

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