Operadores do PMDB chegam ao Brasil neste sábado

Operadores do PMDB chegam ao Brasil neste sábado

Jorge e Bruno Luz, que tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro, informaram que deixarão os EUA nesta noite rumo a Brasília

Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

24 de fevereiro de 2017 | 15h09

jorgeluzinterpol

Alvos de mandados de prisão preventiva na Operação Blackous, os lobistas Jorge e Bruno Luz, apontados como operadores do PMDB, informaram à Justiça Federal no Paraná que retornam ao Brasil às 8h da manhã deste sábado, 25, chegando no aeroporto de Brasília. Mais cedo, a Polícia Federal divulgou nota informando que eles foram detidos pela polícia de imigração americana, o que a defesa nega.

Em petição encaminhada à Justiça, os advogados Gustavo Alves Pinto Teixeira e Rafael Cunha Kullman informaram que os dois “retornarão espontaneamente” ao País e embarcarão em um voo comercial que sai dos Estados Unidos às 22h25 desta sexta-feira, 24.

“Ao que tudo indica no momento, eles haviam omitido informações às autoridades americanas e também estariam irregulares. Ainda não há previsão de eventual extradição ao Brasil ou expulsão”, disse a nota da PF. A defesa dos lobistas nega que eles estejam irregulares nos EUA e afirma que eles estão somente sob observação das autoridades depois que seus nomes foram incluídos na lista vermelha da Interpol.

Bruno deixou o Brasil no dia 16 de agosto e seu pai Jorge no último dia 11 de janeiro. Ambos viajaram para os Estados Unidos e, segundo a Operação Blackout, não havia registro de que tenham retornado ao País. Segundo os advogados, eles vão retornar ao Brasil por livre vontade.

De acordo com a Procuradoria da República, Jorge Luz e Bruno Luz têm quatro negócios da Petrobrás que supostamente envolveram propina. Na lista estão a compra do navio-sonda Petrobrás 10.000, o contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000, a venda da empresa Transener e o fornecimento de asfalto pela empresa Sargeant Marine.

COM A PALAVRA A DEFESA DE JORGE E BRUNO LUZ:

“A defesa de Jorge e Bruno luz afirma que seus clientes estão regressando ao Brasil por meios próprios, sem estarem presos, muito menos algemados, apresentando-se de forma espontânea às autoridades brasileiras”

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