Operadores do mercado financeiro delataram esquema de Eike e Cabral

Operadores do mercado financeiro delataram esquema de Eike e Cabral

Leia os depoimentos dos delatores que detalharam o envio de valores do ex-governador Sérgio Cabral para o exterior

Fabio Serapião e Fausto Macedo

26 de janeiro de 2017 | 10h03

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A Operação Eficiência, nova fase da Calicute – desdobramento da Lava Jato no Rio – foi deflagrada nesta quinta-feira, 26, com base inicialmente nas delações premiadas de dois operadores do mercado financeiro, Renato Hasson Chebar e seu irmão Marcelo Hasson Chebar.

Eles procuraram espontaneamente a Procuradoria da República logo depois da deflagração da Operação Calicute, em 17 de novembro do ano passado, que prendeu o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Eficiência mira também o empresário Eike Batista, que está foragido.

As delações dos operadores do mercado foram homologadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio.  “Relataram os dois colaboradores que, por determinação do acusado Sérgio Cabral, remeteram valores para o exterior e lá mantêm, em seus nomes, até o presente, vultosas quantias em dinheiro e outros ativos financeiro”, destacou o magistrado ao mandar deflagrar a Eficiência.

“As cifras são indubitavelmente astronômicas!”, anota, perplexo, o juiz federal. “De acordo com os irmãos colaboradores o total dos valores remetidos para outros países por ordem do acusado Sérgio Cabral supera US$ 100 milhões, cerca de R$340 milhões.”

“Registro, para que se possa avaliar a credibilidade deste elemento de prova, que não se trata de simples ‘declarações vazias’. Com efeito, este Juízo já tem sob sua custódia várias dezenas de milhões de reais, depositados em conta judicial, que foram repatriados por força das já mencionadas colaborações premiadas judicialmente homologadas.”

Leia depoimentos:

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