Operador do PSDB na Justiça

Operador do PSDB na Justiça

Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, foi preso nesta quarta-feira, 30, com a filha e o ex-chefe de Assentamentos da empresa paulista; todos participaram de audiência de custódia na 5.ª Vara da Justiça Federal

Julia Affonso

30 Maio 2018 | 15h33

Paulo Vieira de Souza. Foto: ROBSON FERNANDJES/AE

O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB, participou de audiência de custódia nesta quarta-feira, 30, após ser preso novamente pela Polícia Federal. A sessão começou às 14h40.

+ Aliado de operador do PSDB foi preso por pesquisa sobre bens de colaboradoras da Lava Jato

Vieira de Souza e a filha, Tatiana, chegaram por volta das 14h10 à Justiça Federal com escolta da Policia Federal. Tatiana chorou ao encontrar o marido.

+ Leia a decisão que mandou operador do PSDB outra vez para a cadeia

A defesa do ex-diretor da Dersa pediu que a audiência ocorresse em sigilo. O Ministério Público Federal não se opôs e a juíza Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Federal Criminal de São Paulo aceitou a solicitação.

+ Trotes assustam mãe de colaboradora que depôs na ação contra operador do PSDB

A Polícia Federal prendeu outra vez, nesta quarta-feira, 30, Paulo Vieira de Souza. Ele dirigiu a empresa entre 2009 e 2011, nos governos José Serra e Geraldo Alckmin. Vieira de Souza já havia sido preso no dia 6 de abril no mesmo processo sobre supostos desvios de R$ 7,7 milhões da Dersa, empresa paulista responsável pelas obras do Rodoanel. No dia 11 de maio, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, mandou soltar o operador tucano.

+ Testemunha que chorou de medo levou à nova prisão do operador do PSDB

A nova ordem de prisão contra Vieira de Souza foi expedida pela juíza Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Federal Criminal de São Paulo – a mesma juíza havia mandado prender o ex-diretor da Dersa no dia 6 de abril. Também foram presos a filha dele, Tatiana, e o ex-chefe de Assentamentos da Dersa, José Geraldo Casas Vilela. Um dos motivos é a suposta intimidação de duas acusadas na mesma ação, que são colaboradoras da força-tarefa da Lava Jato, as irmãs Mércia e Márcia Gomes.

Mais conteúdo sobre:

psdb; operação lava jato