Operador do PMDB depõe na PF em Curitiba

Operador do PMDB depõe na PF em Curitiba

Fernando Soares, que se entregou na terça-feira, presta depoimento na tarde desta sexta na PF; sua defesa ainda não descarta delação premiada

Redação

21 de novembro de 2014 | 16h09

Por Mateus Coutinho e Fausto Macedo

Fernando Baiano faz exame de corpo de delito em Curitiba

Apontado como operador do PMDB no esquema de desvios de recursos da Petrobrás, o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano depôs na tarde desta sexta-feira, 21, por cerca de três horas, na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Baiano é alvo da sétima etapa da Operação Lava jato, denominada Juízo Final, deflagrada na última sexta-feira, 14, e que levou à prisão 24 pessoas, incluindo presidentes das principais empreiteiras do País e o ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque. Apesar de ter a prisão temporária decretada na sexta, Baiano só se entregou à Polícia Federal na terça-feira, 18. Como a prisão temporária tem prazo de cinco dias ele ficaria preso até próximo sábado. Caso considere necessário, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, pode decidir pela prorrogação de sua prisão, ou mesmo conversão para prisão preventiva, que não tem prazo para terminar.

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Citado nos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef à Justiça Federal como operador do PMDB na diretoria de Internacional da Petrobrás, quando era ocupada por Nestor Cerveró, indicado pela sigla para o cargo.

Costa e o doleiro Alberto Youssef afirmaram que o mesmo “esquema criminoso” que desviou e lavou 2% ou 3% de todo contrato da área da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás também existia em outras unidades, “especialmente na Diretoria de Serviços, ocupada por Renato Duque, e na Internacional, ocupada por Nestor Cerveró”.

Em princípio, os defensores de Fernando Baiano não querem admitir delação premiada, mas a hipótese não está totalmente descartada. Os investigadores consideram que, se o investigado contar tudo o que sabe, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque e outros ex-dirigentes da estatal ficarão em “uma situação terrível”.

O empresário não quer “ficar para trás”. Se outros alvos da Lava Jato o acusarem como personagem importante no esquema, ele também poderá “abrir o jogo”. “Com tanta mentira sobre a minha pessoa, resolvi me apresentar”, disse Fernando Baiano ao se entregar aos policiais na terça.

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