Operador alega ‘graves dores’ no tornozelo e pede a Moro para tirar tornozeleira

Operador alega ‘graves dores’ no tornozelo e pede a Moro para tirar tornozeleira

Mário Goes, delator da Lava Jato, afirmou ao juiz federal da Operação Lava Jato que o uso do equipamento amplia sofrimento

Julia Affonso e Ricardo Brandt

14 de outubro de 2017 | 06h00

Mário Góes prestou depoimento em ação da Andrade Gutierrez. Foto: Reprodução

O operador de propinas Mário Goes, um dos delatores da Operação Lava Jato, quer tirar a tornozeleira eletrônica. Sua defesa informou ao juiz federal Sérgio Moro que ele sofre de ‘graves dores’ no tornozelo e o uso do equipamento agrava a situação.

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Segundo a defesa, a tornozeleira poderia ser recolocada ‘após plena recuperação’ de Goes.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Góes atuou como operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobrás, no esquema de corrupção instalado na estatal. Capturado em fevereiro de 2015, na Operação My Way, 9.ª fase da Lava Jato, ele fechou acordo de delação premiada e deixou a prisão em julho do ano passado.

O Ministério Público Federal requereu ‘a expedição de oficio à empresa Spacecom Monitoramento, responsável pela operacionalização técnica da fiscalização eletrônica, para que sejam fornecidas soluções com equipamentos que possam ser colocados em outras partes do corpo ou que tenham menor peso’.

A força-tarefa da Lava Jato pediu ‘a nomeação de perito judicial para a avaliar o real quadro de saúde de Mário Góes, atestando a existência de condição impeditiva do monitoramento e
indicando um equipamento mais leve que poderia ser usado no tornozelo’.

Moro afirmou à defesa de Goes que a questão deverá ser resolvida perante a 12.ª Vara Federal de Curitiba,que conduz o processo de execução penal do operador.

“Perante este Juízo, remanesceu apenas a cobrança da multa compensatória cível de R$ 38 milhões, já que decorrente do acordo e não da pena em execução. Caberá, então, à defesa resolver a questão da remoção ou não da tornozeleira do colaborador com o Juízo da 12.ª Vara Federal”, decidiu Moro.

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