Operação Tiro da PF contra desvio de recursos de medicamentos no RN

Operação Tiro da PF contra desvio de recursos de medicamentos no RN

Policiais federais e servidores da Controladoria-Geral da União cumpriram oito mandados em Natal e em Parnamirim

Pepita Ortega

28 de março de 2019 | 18h56

Operação Tiro. Foto: Reprodução / Polícia Federal

A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quinta-feira, 28, a Operação Tiro, em Natal e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte.

A ação apura desvio de recursos públicos, dispensa indevida de licitação e lavagem de dinheiro. Os crimes teriam ocorrido em 2016, no município de Touros, com cerca de 34 mil habitantes, localizado a 85 km da capital.

Quarenta policiais federais e sete servidores da Controladoria-Geral da União cumprem oito mandados expedidos pela 15.ª Vara da Justiça Federal – sete de de busca e apreensão e um de prisão preventiva

Segundo a PF, a prefeitura de Touros celebrou, sem licitação prévia, um contrato para aquisição de medicamentos com a empresa investigada.

Foram pagos R$ 270 mil ao empreendimento, mas não há registro da entrega dos remédios. O valor havia sido repassado à prefeitura por meio uma emenda parlamentar.

Após quebra do sigilo bancário da empresa sob suspeita, as investigações identificaram um dos beneficiários da verba pública desviada, por meio do rastreamento das operações bancárias.

Segundo a PF, as ações têm o objetivo de reunir provas, identificar todos os participantes do esquema criminoso e apontar os beneficiários dos valores desviados.

O nome da operação faz referência à cidade de Touros. O nome do município teria inspiração na cidade fenícia de Tiro, segundo uma das versões sobre o tema.

COM A PALAVRA, A PREFEITURA DE TOUROS

“A operação tiro investiga suposta irregularidade cometida em administração anterior, temos colaborado com as autoridades para que havendo irregularidade e comprovado dano, a prefeitura e a sociedade seja minimamente reparada desses danos. A atual administração municipal representa a sociedade de Touros pelo Poder Executivo e vem enfrentando diversas dificuldades geradas por crise econômica e administrações que não corresponderam ao papel estadista.

Concluir se houve ou não as irregularidades é papel das investigações. Mas também é fato que a prefeitura desconhece a existência de processo licitatório anterior ao pagamento e ao qual os pagamentos se vinculem. Assim, caso sejam constatados os danos supostamente existentes, esta administração, a bem do interesse público fará o possível para que o erário seja restituído e o recurso devidamente destinado a população.”

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