‘Rosa dos Ventos’ da PF e Receita ataca sonegação de R$ 3 bi

‘Rosa dos Ventos’ da PF e Receita ataca sonegação de R$ 3 bi

Operação deflagrada nesta terça-feira, 15, apura crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsificação de títulos públicos e comércio de pedras preciosas

Ricardo Brandt

15 Agosto 2017 | 12h30

Foto: PF

A Polícia Federal e a Receita deflagraram nesta terça-feira, 15, a Operação Rosa dos Ventos, para apurar crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsificação de títulos públicos e negociações envolvendo pedras preciosas. O prejuízo apurado totaliza R$ 3 bilhões em impostos sonegados e multas não pagas.

Policiais Federais cumprem 36 mandados de busca e apreensão e 24 de prisão temporária, expedidos pela 9.ª Vara Federal de Campinas, nos Estados de São Paulo, Minas, Goiás e no Distrito Federal.

Foto: PF

O inquérito policial foi instaurado em março de 2013, após fiscalização da Receita constatar sonegação fiscal em uma distribuidora de combustíveis de Paulínia (SP). Ao longo da investigação, a PF apurou que  as distribuidoras de combustível eram registradads em nome de sócios-laranja e que não recolhiam os tributos que incidem sobre a atividade.

“Com margens de lucro maiores e preços menores, empresas legítimas concorrentes foram obrigadas a fechar devido à concorrência desleal”, destaca a PF.

Segundo a investigação, ‘há provas de que os investigados falsificavam títulos da dívida pública da União’.

Foto: PF

Os papeis eram usados para aumentar o capital social das empresas e obter financiamentos.

Apenas um dos títulos falsificados representaria uma dívida de R$ 32 bilhões para resgate em maio de 2003.

A investigação aponta que foram criadas dezenas de empresas, todas colocadas em nome de laranjas para ocultar os verdadeiros proprietários, cujo patrimônio pessoal era protegido por meio de empresas offshore localizadas em paraísos fiscais e por meio de  empresas de participação abertas em nome de seus filhos.

No curso das investigações também foram produzidas provas de evasão de divisas, fraudes envolvendo pedras preciosas e fraudes à execução processual para frustrar direito de terceiros, sobretudo o fisco. Um lote de pedras preciosas que os integrantes da organização criminosa dizem lhes pertencer estava sendo negociado por US$ 650 milhões.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, crimes de mineração, evasão de divisas, crimes de mineração  e falsificação de papéis públicos, com penas que podem chegar a até dez anos de prisão e multa.

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