Operação Ressonância

Operação Ressonância

Leia a representação da força-tarefa da Lava Jato no Rio por medidas cautelares contra supostas fraudes em licitações para o fornecimento de equipamentos médicos e materiais hospitalares para a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e para o Instituto Nacional de Traumatologia (INTO)

Constança Rezende, Fausto Macedo e Luiz Vassallo

04 Julho 2018 | 08h57

A Polícia Federal deflagrou nesta terça, 4, a Operação Ressonância, braço da Lava Jato no Rio, contra supostos cartel e à fraude em licitações para o fornecimento de equipamentos médicos e materiais hospitalares para a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e para o Instituto Nacional de Traumatologia (INTO).

Documento

Em representação ao juiz federal Marcelo Bretas, o Ministério Público Federal afirma que ’em conjunto com as medidas investigatórias adotadas pelo Ministério Público Federal após a deflagração, demonstrou que a extensão e complexidade do esquema de corrupção instalado no INTO e na SES/RJ eram muito maiores do que os fatos inicialmente revelados na Operação Fatura Exposta, em abril de 2017′.

“Com efeito, além das vantagens indevidas pagas em espécie no Brasil ao ex-governador SÉRGIO CABRAL e em contas no exterior ao ex-Secretário de
Saúde SÉRGIO CORTES, o esquema criminoso envolveu a participação de dezenas de empresas que, por meio de cartel, fraudaram por décadas procedimentos licitatórios, lesando a concorrência e superfaturando preços de insumos médicos”, afirma a força-tarefa.

COM A PALAVRA, A GE

“A respeito da operação da Polícia Federal conduzida na manhã de hoje, que resultou na prisão temporária de Daurio Speranzini Jr., esclarecemos que as alegações são referentes ao período em que o executivo atuou na liderança de outra empresa. A GE ressalta que não é alvo das investigações. A empresa acredita que os fatos serão esclarecidos pela Justiça e está à disposição para colaborar com as autoridades”.

COM A PALAVRA, PHILIPS

A Philips informa que ainda não teve acesso ao processo, no entanto, está cooperando com as autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos quanto às alegações apresentadas, que datam de muitos anos atrás. Os atuais líderes executivos da Philips não são parte da ação da Polícia Federal; um colaborador da equipe de vendas da Philips foi conduzido para prestar esclarecimentos. A política da Philips é realizar negócios de acordo com todas as leis, regras e regulamentos aplicáveis. Quaisquer investigações sobre possíveis violações dessas leis são tratadas muito seriamente pela empresa.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO ALEXANDRE LOPES, QUE DEFENDE ISKIN

“Mais uma prisão ilegal que será revogada pelos tribunais brasileiros. Trata-se de repetição de operação anterior, na qual custódia preventiva já foi afastada pelo Supremo Tribunal Federal. Causa perplexidade a utilização como base da prisão depoimentos de um delator chamado Cesar Romero, que ouvido em Juízo, anteriormente, foi flagrado em várias mentiras. Suas delações deveriam ser anuladas, e não usadas como arrimo de prisão ilegal.”

COM A PALAVRA, INSTITUTO NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA  JAMIL HADDAD

“O INTO está à disposição para esclarecimentos da investigação”.