Operação Partilha, que mira ‘rachadinha’ na prefeitura de Barretos, prende cinco

Operação Partilha, que mira ‘rachadinha’ na prefeitura de Barretos, prende cinco

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e Polícia Civil investigam esquema de fraudes nos holerites dos servidores do município a 420 quilômetros da capital paulista

Luiz Vassallo

20 de maio de 2019 | 17h46

Carlos Alberto Perassoli Foto: Polícia Civil de Bertioga

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil deflagraram, nesta segunda-feira, 20, a segunda fase da Operação Partilha. Foram decretadas as prisões de cinco servidores da prefeitura de Barretos (a 420 quilômetros de São Paulo), entre eles, o chefe do Departamento de Pessoal, Carlos Alberto Perassoli, detido em Bertioga, litoral paulista, onde passava as férias com a família. As investigações miram suposto esquema de fraudes nos holerites dos servidores municipais.

Segundo o Ministério Público, ‘foi oferecida denúncia contra nove pessoas por integrarem organização criminosa que atuou em centenas de crimes contra o erário na Prefeitura de Barretos’. “Além disso, cinco mandados de prisão contra servidores municipais estão em cumprimento, assim como mandados de busca e demais constrições patrimoniais cautelares”.

Na primeira fase da Partilha, estimava-se que mais de R$ 9 milhões foram desviados dos cofres públicos. Foi presa a ex-secretária de Administração da prefeitura.

Entre os presos está Carlos Alberto Perassoli, detido nesta segunda-feira, 20, em uma colônia de férias. As informações foram divulgadas pelo delegado titular de Bertioga, José Aparecido Cardia.

De acordo com a Polícia Civil, também foram presas duas ex-servidoras que trabalharam no Gabinete do Vice-Prefeito e um funcionário terceirizado, que atuava na Secretaria de Administração do município. “Ainda foram apreendidos quatro veículos de luxo, pertencentes aos investigados, além de celular, computadores e documentos relacionados aos fatos”.

A Operação Partilha mira um suposto esquema de ‘rachadinha’, também conhecido como ‘rachid’, em que os servidores aceitavam receber entre R$ 2 mil e R$ 11 mil a mais, e sacavam os valores para devolver à ex-secretária Adriana Nunes Soprano, que foi presa no dia 22 de abril.

Os presos

A lista de alvos de prisão preventiva nesta segunda, 20, tem, além de Perassoli, a agente administrativa Maria Luiza Sampaio, demitida em 3 de maio, o agente de operações e fiscalização, Eder da Silva Barbosa, que já estava afastado, a assessora Elaine Cristina Soares Tosta, exonerada em dezembro do ano passado e Leandro Mattos Morandi, colaborador terceirizado da empresa Atitude.

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