Operação Nepsis mira super contrabando de cigarros do Paraguai e prende 12 policiais por corrupção

Operação Nepsis mira super contrabando de cigarros do Paraguai e prende 12 policiais por corrupção

PF busca 43 pessoas de grupo de grande porte que, em 2017, inseriu 1.200 carretas de cigarro em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas

Fabio Serapião e Fausto Macedo

22 de setembro de 2018 | 12h03

A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado, 22, a operação Nepsis. Em parceria com o Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal do Brasil (RFB) e apoio logístico do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), a ação tem como alvo uma organização criminosa de grande porte especializada no contrabando de cigarros.

Seis policiais rodoviários, quatro policiais militares e dois policiais civis foram presos. A PF, a PFR e a Receita apreenderam  R$250 mil em dinheiro vivo.

Estimativa da PF mostra que somente em 2017 os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Além disso, a investigação mira a corrupção policial que facilitava esses crimes no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas. Por causa do combate à corrupção nas polícias, as diligências são acompanhadas pelas Corregedorias das Polícias Civil e Militar.

De acordo com a PF, o grupo criminoso formou um verdadeiro consórcio de grandes contrabandistas, com a criação de uma sofisticada rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai pela fronteira do Mato Grosso do Sul.

“Essa rede estava estruturava em um sistema logístico de características empresariais, com a participação de centenas de pessoas exercendo funções de gerentes, batedores, olheiros e motoristas e, ainda, a corrupção de policiais cooptados para participar do estratagema criminoso”, explicou em nota a PF.

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