Operação Midas prende 1.496 ladrões, traficantes e assassinos em todo o País

Polícia Civil de 25 Estados e do Distrito Federal mobilizou 8 mil agentes que confiscaram 88 armas de fogo e 75 veículos na terceira missão desencadeada pelo Ministério da Segurança Pública

Fabio Serapião/BRASÍLIA

26 de setembro de 2018 | 14h07

*Atualizado às 19h45. 

Resultado de uma ação conjunta entre polícias civis do Brasil, a Operação Midas prendeu até o fim da tarde desta quarta-feira (26) 1.496 pessoas em 25 Estados e no Distrito Federal. Ao todo, segundo dados divulgados pelo Ministério da Segurança Pública, foram 427 prisões por roubo, 17 por latrocínio e 783 por outros crimes. Também fora realizadas 269 prisões em flagrante. Esses números podem aumentar até o balanço final, que será divulgado na sexta-feira, 28.

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A operação é a terceira ação desencadeada no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) em parceria das policiais estaduais e coordenada pelo Ministério da Segurança. Ao todo, 8 mil policiais civis participaram da Midas que, além de cumprir os mandados de prisão, executaram 535 buscas e apreensões autorizadas pela Justiça. Também foram apreendidos 88 armas de fogo e 75 veículos.

De acordo com o chefe do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (CONCPC), o delegado Emerson Wendt, a operação tem como meta “tirar de circulação as pessoas que causam sensação de insegurança muito grande à população”.

Em coletiva de imprensa para divulgar o balanço da operação, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que as operações têm sido lançadas de forma simultânea em todo o País “para demonstrar a coordenação com as polícias estaduais.”

De acordo com Jungmann, um dos objetivos da operação é prender os criminosos que, por meio de roubos de carros-fortes e caixas eletrônicos, ajudam a financiar facções. “O roubo a caixas eletrônicos têm acontecido em quantidade de milhares ao ano. Nossos setores de Inteligência informam que ele serve de capital de giro para as facções, para o financiamento de outras atividades, como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e tantas outras operações que são promovidas pelo crime organizado”, disse o ministro.

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