Operação ‘Fake SMS’ da PF apura disparo de mensagens por aplicativos para fins eleitorais pelo governo do Piauí

Operação ‘Fake SMS’ da PF apura disparo de mensagens por aplicativos para fins eleitorais pelo governo do Piauí

Agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Teresina, na residência e na empresa de um investigado. Nos locais foram apreendidos vários documentos, celulares e mídias de armazenamento, informou a PF

Redação

16 de outubro de 2020 | 10h36

Atualizado às 13h46*

Operação Fake SMS. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 16, a Operação ‘Fake SMS’, para investigar a contratação de serviços de disparo automático de mensagens via aplicativo, para fins eleitorais, pelo Governo do Piauí.

Agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Teresina, na residência e na empresa de um investigado. Nos locais foram apreendidos vários documentos, celulares e mídias de armazenamento, informou a PF.

“O material apreendido agora será analisado pela Polícia Federal, com o objetivo de comprovar se o serviço contratado era utilizado com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a imagem de candidato, partido ou coligação, o que constitui crime eleitoral”, indicou a corporação em nota.

Operação Fake SMS. Foto: Polícia Federal

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO PIAUÍ

O Governo do Estado do Piauí informa que não foi notificado e de nenhuma forma acionado a respeito da operação “Fake SMS”. Esclarece que não tem contrato com nenhuma empresa para o envio de mensagens em massa e nem tem responsabilidade sobre contratos feitos por quaisquer candidatos para fins eleitorais. Estranha ainda que o Governo do Estado seja citado em uma operação em que o material apreendido ainda será periciado, apontando o Governo como possível culpado em uma investigação que ainda será iniciada.

Destaca que, caso haja responsabilidade de algum agente público por qualquer ato, todas as providencias serão adotadas imediatamente a fim de punir os responsáveis. Uma vez comprovada que não há nenhuma responsabilidade por parte do Governo, também irá acionar judicialmente, por abuso de autoridade, os responsáveis pela acusação prévia e precipitada da operação.

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