Operação Egypto da PF ataca pirâmide de R$ 700 mi de criptomoeda

Operação Egypto da PF ataca pirâmide de R$ 700 mi de criptomoeda

Ação deflagrada nesta terça, 21, se espalha por municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo para cumprimento de 10 mandados de de prisão e 25 de busca; a instituição financeira captava recursos para investimento em criptomoedas sem autorização do Banco Central; agentes apreendem R$ 469 mil e mais US$ 31 mil em dinheiro vivo

Redação

21 de maio de 2019 | 09h48

Operação Egypto. Foto: PF

Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta terça, 21, a Operação Egypto, que investiga instituição financeira sediada em Novo Hamburgo (RS) por captação de recursos para investimento em criptomoedas sem autorização do Banco Central. A força-tarefa prendeu dez investigados e apreendeu R$ 469 mil e US$ 31 mil em dinheiro vivo.

Cerca de 130 policiais federais, 20 servidores da Receita e seis policiais civis participaram das ações nos Estados do Rio Grande do SulSanta Catarina e São Paulo.

A Justiça expediu dez mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em endereços nas cidades de Porto Alegre (3), Novo Hamburgo (13), Esteio (1), Estância Velha (2), Campo Bom (1).

Endereços de Laguna (1) e de Florianópolis (1), em Santa Catarina, e de São Paulo (3) também foram vasculhados pelos agentes federais.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de ativos financeiros em nome de pessoas físicas e jurídicas, de dezenas de imóveis e a apreensão de veículos de luxo.

Bens apreendidos durante a Operação Egypto. Foto: Polícia Federal

Os detalhes da operação da PF que investiga pirâmide de criptomoedas

Segundo a Policia Federal, a investigação teve início em janeiro de 2019, apurando a atuação da empresa de Novo Hamburgo que estaria captando recursos, sem a autorização dos órgãos competentes, para investimento em criptomoedas.

A empresa assumia o compromisso de retorno de 15%, ao menos, no primeiro mês de aplicação, indica a PF.

Operação Egypto. Foto: PF

Operação Egypto. Foto: PF

Uma das contas da empresa teria recebido créditos de mais de R$ 700 milhões entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019, aponta a Receita Federal. O órgão indica que os sócios da instituição financeira apresentaram uma grande evolução patrimonial – há casos em que o total de bens passou, de menos de R$ 100 mil, para dezenas de milhões de reais em um ano.

O inquérito apura crimes de operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa além do da tentativa de obter informações sigilosas da investigação.

De acordo com a PF, a operação foi denominada Egypto pela similaridade da palavra com o termo ‘cripto’ e pelo fato de que o negócio da empresa foi classificado por terceiros como de ‘pirâmide financeira’.

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