Operação Contêiner investiga R$ 142 mi em contratos suspeitos de UPA’s

Operação Contêiner investiga R$ 142 mi em contratos suspeitos de UPA’s

Força-tarefa cumpre 53 mandados nesta terça, 9, em quatro estados e no DF; 350 agentes participam das ações; dois ex-secretários de saúde do DF foram presos

Pepita Ortega

09 de abril de 2019 | 14h13

Empresa era beneficiada em licitações da Secretaria de Saúde. Foto: José Cruz / Agência Brasil

O Ministério Público do Distrito Federal deflagrou nesta terça-feira, 9, a Operação Conteiner, que investiga contratações suspeitas da Metalúrgica Valença pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Segundo o Ministério Público, a empresa pagava propinas em troca do benefício em licitações para montagem de Unidades de Pronto Atendimento e entrega de materiais hospitalares.

Nove mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão, deferidos pela 1.ª Vara Criminal de Brasília, são cumpridos no Rio, Goiás, Rio Grande do Norte, Minas e no Distrito Federal.

Foram presos os ex-secretários da Secretaria de Saúde do DF Rafael Barbosa e Elias Miziara, o ex-secretário adjunto de gestão Fernando Araújo, e o ex-subsecretário José Falcão. Além deles, Edcler Carvalho, diretor comercial da Kompazo, empresa que vende produtos hospitalares, e Cláudio Haidamus foram detidos.

No total, 350 agentes participam das ações. A Polícia Civil do Distrito Federal mobilizou 180 policiais para a operação e enviou duas equipes ao Rio.

A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, aponta que servidores públicos estariam atuando em benefício da Indústria e Comércio Ltda e seu proprietário, o empresário Ronald de Carvalho, na realização de licitações da Secretaria de Estado de Saúde do DF.

Segundo o Ministério Público, a empresa também teria sido beneficiada pela a organização criminosa comandada pelo ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.

Em 2009, a organização teria, em troca de propinas, direcionado um pregão da Secretaria de Estado de Saúde do Rio em favor da metalúrgica.

O Ministério Público informou que o grupo criminoso tinha planos de expandir o ‘projeto das UPAS’ para todo o país, acertando propinas de R$ 1 milhão para cada unidade construída.

No DF, a organização começou a atuar por meio de venda de atas de registro de preços da Secretaria de Saúde do Rio.

Estima-se que o valor das contratações suspeitas ultrapassem o montante de R$ 142 milhões. O Ministério Público do Distrito Federal solicitou que o valor fosse bloqueado.

O Ministério Público também aponta que o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, o empresário Miguel Iskin, Ronald de Carvalho e Arthur Cézar de Menezes Soares Filho estão envolvidos. Arthur César de Menezes é considerado como foragido, segundo o Ministério Público.

COM A PALAVRA, A METALÚRGICA VALENÇA

A Diretoria do Grupo MBP vem a público, para esclarecer os clientes, fornecedores, parceiros e instituições financeiras, que que nesta data, foi surpreendida com decisão judicial oriunda do juízo de Brasília, determinando a busca e apreensão de documentos, assim como, mandado de prisão contra o acionista majoritário Ronald de Carvalho.

Conquanto entendemos a falta de necessidade da referida decisão contra o sócio majoritário, decisão judicial deve ser cumprida, estando o mesmo se dirigindo ao respectivo juízo, em Brasilia, para apresenta-se espontaneamente.
Em paralelo, nosso corpo jurídico já está adotando as medidas judiciais defensivas, junto aos tribunais competentes, para reverter a referida decisão judicial.

No entanto, uma empresa consolidada, há mais de 74 anos, dirigida por executivos profissionais, independentes de seu acionista majoritário, cumpridora de seus deveres legais, permanecera firme no desemprenho de suas atividades, dedicando-se no propósito de esclarecer a verdade dos fatos, para seguir produzindo e contribuindo com o desenvolvimento econômico de nossa região.

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