Operação Caementa mira lavagem e corrupção de empresários do concreto

Operação Caementa mira lavagem e corrupção de empresários do concreto

PF cumpre 37 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão em 13 cidades do Rio Grande do Sul e em um município de Santa Catarina

Redação

07 Novembro 2018 | 11h17

Foto: PF

A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira, 7, a Operação Caementa, que investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraudes e corrupção. A ação mira a empresa Supertex, grupo empresarial que atua na produção de concreto, extração e comércio de areia e pedra. O diretor Elizandro Basso foi preso.

A PF apreendeu R$ 365 mil reais e US$ 20 mil dólares, documentos e arquivos de mídia. A Justiça decretou bloqueio de bens.

Em nota, a PF informou que mais de 150 policiais federais e 16 auditores fiscais cumprem 37 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão, nas cidades de Santa Maria, Porto Alegre, Bagé, Carazinho, Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Garibaldi, Maquiné, Panambi, Passo Fundo, Rosário do Sul, São Sebastião do Caí e Três de Maio, no Rio Grande do Sul, e em Camboriú, em Santa Catarina. A operação tem o apoio da Receita.

Foto: PF

O inquérito policial aponta que os investigados teriam sonegado tributos e contribuições sociais, desviado patrimônio das suas empresas endividadas que se encontram em recuperação judicial e ocultado o proveito dos crimes por meio da criação de empreendimentos de fachada. São objeto da investigação 14 empresas controladas por um único grupo de Santa Maria.

Os crimes investigados na Operação Caementa são organização criminosa, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, apropriação indébita previdenciária, omissão de vigência de contrato de trabalho, crimes falimentares, fraude a licitações, extorsão e corrupção.

COM A PALAVRA, A SUPERTEX

A reportagem fez contato com a Supertex por telefone e por e-mail. O espaço está aberto para manifestação.