Operação Acarajé é nova complicação para dono da Odebrecht

Provas que levaram a decreto de prisão do marqueteiro do PT João Santana complicam o empresário Marcelo Bahia Odebrecht, que está prestes a ser julgado pelo juiz Sérgio Moro por corrupção e lavagem, em outra frente da Lava Jato

Fausto Macedo, Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Andreza Matais

22 de fevereiro de 2016 | 08h17

O presidente afastado da maior empreiteira do País, Marcelo Odebrecht está preso desde junho em Curitiba. Foto: Félix R/Futura Press

O presidente afastado da maior empreiteira do País, Marcelo Odebrecht está preso desde junho em Curitiba. Foto: Félix R/Futura Press

Às vésperas de ser sentenciado pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Operação Lava Jato, em Curitiba – em ação penal em fase de alegações finais, o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht é um dos alvos da 23ª fase das investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. A Operação Acarajé, deflagrada na manhã desta segunda-feira, 22, traz novas e contundentes provas, segundo investigadores, contra o maior empreiteiro do País.

O foco central são os pagamentos para o marqueteiro do PT João Santana – responsável pelas campanhas presidenciais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e da presidente Dilma Rousseff (2010 e 2014).
Em batalha jurídica com a Justiça Federal do Paraná e preso desde 19 de junho de 2015 – alvo da 14ª fase batizada de Operação Erga Omnes -, Odebrecht deve responder por mais essas novas acusações, envolvendo pagamentos para o marqueteiro do PT.

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Santana está na República Dominicana, onde trabalha na candidatura presidencial do candidato Danilo Medina. Sua prisão foi considerada prejudicada. Ele atuou também nas campanhas de outros países, em que a Odebrecht tem relações comerciais.

O defensor de Santana, Fábio Tofic Simantob, encaminhou documento ao juiz Sérgio Moro na semana passada em que informava que seu cliente estava à disposição das autoridades. Segundo o advogado, Santana e a mulher, Mônica Moura, eles são “jornalistas e publicitários de formação” de renome internacional no marketing político. “Cada centavo que receberam na vida sendo fruto exclusivo de seu trabalho absolutamente lícito.”

Odebrecht tem reiterado, via defesa, que não tem qualquer participação no esquema de cartel e corrupção alvo da Petrobrás.

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT :

“A Odebrecht confirma operação da Polícia Federal em escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A empresa está à disposição das autoridades para colaborar com a operação em andamento.”

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