‘Olimpíada é uma oportunidade para ir ao paraíso’, prega suspeito de terrorismo

‘Olimpíada é uma oportunidade para ir ao paraíso’, prega suspeito de terrorismo

Mensagem capturada pelos investigadores em quebra de sigilo telemático chamou a atenção da Operação Hashtag

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

22 de julho de 2016 | 18h22

Foto: Marcos Arcoverde/Estadão

Foto: Marcos Arcoverde/Estadão

Em troca de mensagens pelo Telegram capturadas pela Operação Hashtag uma chamou a atenção dos investigadores. Um dos suspeitos de fazer parte de uma célula terrorista internacional que supostamente promovia o Estado Islâmico, no País, afirmou: ‘Olimpíada é uma oportunidade para ir ao paraíso’.

Segundo o procurador da República Rafael Brum Miron, da Operação Hashtag, os investigados não haviam combinado data, hora e local para um atentado, ‘mas falava-se abertamente sobre a possibilidade’.

“Não tem assim: vamos fazer isso. Tem o que? Tem vários diálogos de troca de ideias, incentivo e a ideia de aproveitar a Olimpíada: “Ah, A Olimpíada é uma oportunidade para ir para o paraíso’, coisa nesse sentido”, afirmou o procurador.

A Operação Hashtag prendeu 10 suspeitos na quinta-feira, 21. Todos foram levados para o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Estão em regime de isolamento.

Nas missões de buscas nos endereços dos alvos da Hashtag foram apreendidos ‘objetos de apologia’ ao Estado Islâmico.

A ação ocorreu a quinze dias dos Jogos Olímpicos, quando o Brasil receberá federações de atletas de todo o mundo, incluindo países que foram alvos de ataques recentes do grupo. Os mandados foram expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

O procurador da República Rafael Brum Miron, da Operação Hashtag, afirmou que o FBI, a Polícia Federal americana, alertou o Brasil sobre ao menos seis suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País. O relatório da polícia americana era ‘sucinto’, segundo o procurador, mas apontava para os investigados e advertia sobre o radicalismo deles.

“Veio do FBI a informação”, afirmou o procurador. “Eles mandaram um relatório bem sucinto. Tais pessoas merecem investigação, atenção maior

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