Oito advogados de marqueteiros do PT renunciam à defesa após delação

Oito advogados de marqueteiros do PT renunciam à defesa após delação

Criminalistas, que estavam com João Santana e Monica Moura desde que o casal se tornou alvo da Lava Jato, alegou 'motivos de foro íntimo'

Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

05 de abril de 2017 | 16h51

O marqueteiro do PT João Santana / Foto: AFP

O marqueteiro do PT João Santana / Foto: AFP

Oito advogados do publicitário João Santana e sua mulher Monica Moura – marqueteiros das campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014) – renunciaram à defesa do casal na Operação Lava Jato. A decisão foi tomada logo após a homologação da delação premiada do casal pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em petição ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato em 1.ª instância, os criminalistas Fabio Tofic Simantob, Débora Gonçalves Perez, Maria Jamile José, Bruna Nascimento Nunes, Luiz Felipe Gomes, Thais Guerra Leandro, Daniel Paulo Fontana Bragagnollo e João Paulo de Castro Bernardes renunciaram sob alegação de ‘motivos de foro íntimo’.

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A equipe de advogados cuidava da defesa dos marqueteiros desde que eles se tornaram alvo da Lava Jato. João Santana e Monica Moura foram presos em 2016, mas colocados em liberdade por Moro após o início das negociações para delação.

O acordo de colaboração do casal foi homologado pelo ministro Edson Fachin porque os delatores citaram em seus relatos políticos com foro privilegiado no Supremo.

Na manhã de terça-feira, 4, durante o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma/Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino revelou aos ministros em plenário que João Santana e Monica Moura haviam firmado acordo de delação premiada perante a Procuradoria-Geral da República.

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