Odebrecht traduz hoje à Justiça agenda de seu presidente preso

Maior empreiteira do País tem prazo até o final da tarde para esclarecer todas as anotações de Marcelo Odebrecht que, para investigadores, pode significar estratégia para apagar provas

Redação

27 de julho de 2015 | 17h27

Marcelo Odebrecht, que teve nova prisão decretada pela Justiça Federal. Foto: Cassiano Rosário/Futura Press

Marcelo Odebrecht. Foto: Cassiano Rosário/Futura Press

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

A Odebrecht vai entregar à Justiça Federal até o final da tarde desta segunda-feira, 27, explicações para as anotações na agenda do celular do seu presidente, Marcelo Bahia Odebrecht, preso pela Erga Omnes, 14.º capítulo da Operação Lava Jato, desde 19 de junho.

Intriga os investigadores uma sequência de lançamentos que indicam suposta estratégia do empresário para eliminar provas da Lava Jato. São expressões abreviadas, muitas delas, nem sempre fáceis de se entender. Verdadeiros enigmas, na avaliação dos investigadores.

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Entre os termos encontrados pela Polícia Federal destacam-se as expressões ‘dissidentes PF’, ‘trabalhar para parar/anular’. Os investigadores supõem que os termos denotam a estratégia de Marcelo Odebrecht de prejudicar o andamento da operação.

‘Vaca’ no celular de Odebrecht é animal de R$ 2,2 milhões, diz defesa

Uma outra anotação que desperta a curiosidade dos investigadores é ‘Vaca’. Para eles pode ser uma referência a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro nacional do PT, preso e réu da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. A empreiteira nega a alusão ao ex-tesoureiro do PT.

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‘Dissidentes PF’ é perturbador, diz Moro

Na semana passada, o juiz Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Lava Jato, deu prazo – até esta segunda-feira, 27 – para que a defesa da maior empreiteira do País esclareça o significado dos registros que a PF localizou no telefone de Odebrecht.

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