Odebrecht repassou R$ 500 mil para deputado estadual João Paulo Rillo

Odebrecht repassou R$ 500 mil para deputado estadual João Paulo Rillo

Executivos relatam pagamento via caixa 2; Parlamentar exerce mandato em São Paulo

Breno Pires, Alexandre Hisayasu, Julia Affonso, Fausto Macedo, e Luiz Vassallo

12 de abril de 2017 | 16h36

Rillo FOTO: Nilton Fukuda

Rillo FOTO: Nilton Fukuda

Três executivos da Odebrecht afirmaram à Procuradoria Geral da República que o grupo pagou R$ 500 mil  à campanha do deputado estadual João Paulo Rillo (PT-SP). Guilherme Pamplona Paschoal, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Luiz Eduardo da Rocha Soares contaram que o pagamento aconteceu por meio de caixa 2 e ficou registrado no departamento de propinas da Odebrecht. No conhecido sistema “Drousys”, que controla a distribuição do dinheiro, o parlamentar ganhou o apelido de “Boiadeiro”.

Em seu despacho, o ministro Edson Fachin explicou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não tem competência para investigar Rillo, por isso remeteu os depoimentos à Procuradoria Regiuonal da República, em São Paulo, para adoção de medidas cabíveis. “Afirmando que não existe menção a crimes praticados por autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função nesta Corte, requer o Procurador-Geral da República o reconhecimento da incompetência do Supremo Tribunal Federal para a apuração dos fatos, enviando-se os citados termos à Procuradoria Regional da República na 3ª Região (João Paulo Rillo exerce cargo de Deputado Estadual/SP).”

COM A PALAVRA, JOÃO PAULO RILLO

Ratifico meu posicionamento, de 23 de março de 2016, quando foi divulgada planilha do Grupo Odebrecht na qual meu nome aparecia como destinatário de recurso da empreiteira na campanha para prefeito, em 2012.

Nego veementemente ter recebido doações do Grupo Odebrecht e confio nas investigações para esclarecerem falsas acusações sobre uma prática que venho publicamente repudiando ao longo da minha vida política.

Sou o principal interessado em buscar a verdade sobre a origem e motivação da inclusão de meu nome como destinatário de uma doação, que jamais foi recebida por mim legalmente ou por caixa 2.

Em 2012, os recursos para custear as despesas de campanha foram provenientes de doações partidárias e de pessoas físicas e jurídicas, identificadas publicamente, com valores e origem disponíveis para consultas junto à Justiça Eleitoral, que aprovou minhas contas.

Jamais defendi interesses privados e muito menos do Grupo Odebrecht, não respondo a nenhum processo e minha trajetória política tem sido marcada pelo combate à corrupção.

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