Odebrecht pagou caixa 2 para Geddel em 2006 e 2014, dizem delatores

Odebrecht pagou caixa 2 para Geddel em 2006 e 2014, dizem delatores

Propina estava ligada a contratos referentes ao Transporte Moderno de Salvador II (TMS II)

Breno Pires, Fábio Fabrini, Fábio Serapião e Julia Affonso

11 de abril de 2017 | 23h20

Geddel Vieira Lima. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Geddel Vieira Lima. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ex-homem forte do Governo Michel Temer (PMDB), Geddel Vieira Lima, foi destinatário de ‘vantagens não contabilizadas’ para suas campanhas de 2006 e 2014, segundo três delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato. Fizeram revelações à Procuradoria-Geral da República os executivos Marcelo Odebrecht, Cláudio Melo Filho e João Antônio Pacífico Ferreira.

“Segundo o Ministério Público, os colaboradores relatam o pagamento, por parte do Grupo Odebrecht, de vantagens não contabilizadas para a campanha eleitoral de Geddel Vieira Lima, nos anos de 2006 e 2014. Almejava-se, em contrapartida, apoio na aprovação de medida provisória, afirmando-se, ainda, que as vantagens relacionavam-se também a contratos referentes ao Transporte Moderno de Salvador II (TMS II)”, narra o ministro Edson Fachin.

Geddel caiu da cadeira de ministro da Secretaria de Governo em 25 de novembro, em meio ao escândalo protagonizado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que o acusou de pressioná-lo para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizasse a construção de um residencial de alto padrão em uma área nobre tombada em Salvador. Calero pediu demissão da Cultura sob alegação de que Geddel teria ameaçado leva o caso a Temer se não fosse atendido.

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