Odebrecht fecha acordo de US$ 220 mi no Panamá

Odebrecht fecha acordo de US$ 220 mi no Panamá

Empreiteira que firmou o maior acordo de cooperação na Operação Lava Jato no Brasil é alvo de 26 inquéritos relativos a contratos com órgãos públicos panamenhos entre 2004 e 2014

Julia Affonso, Fausto Macedo e Luiz Vassallo

01 Agosto 2017 | 16h58

Sede da Odebrecht em São Paulo. Foto: JF Diorio/Estadão

O Ministério Público do Panamá informou nesta terça-feira, 1, que assinou acordo de leniência com a Odebrecht, por meio do qual a empreiteira se compromete a pagar US$ 220 milhões em multa ao Tesouro daquele país da América Central.

“Esse acordo de colaboração se soma aos esforços feitos pelo Ministério Público que desde setembro de 2015 investiga o caso Odebrecht, em conformidade com a Constituição e da Lei”, afirmou o órgão.

Foto: Ministério Público do Panamá

Foto: Ministério Público do Panamá

Desde aquele ano, o Ministério Público do Panamá informou que abriu 26 inquéritos, incluindo projetos desenvolvidos pela Odebrecht nos períodos 2004-2009, 2009-2014 e o governo atual, 43 pessoas processadas – 24 panamenhos (antigos ministros e parentes de altos funcionários do governo passado e presente), 13 brasileiros, um americano, um peruano, 1 uruguaios 1 britânico e 2 andorranos.

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Segundo o órgão, foram apreendidos mais de US$ 56 milhões entre bens e dinheiro. Há 49 pedidos de cooperação internacional com Brasil, EUA, Suíça, Andorra, Espanha, Bahamas, Antígua e Barbados, Ilhas Virgens, México, Guatemala e Uruguai.

O compromisso da Odebrecht com o Panamá abrange ‘o reconhecimento de responsabilidade por todos os atos ilícitos praticados por funcionários, diretores, funcionários ou terceiros contratados, incluindo os fornecedores de bens e serviços’.

Com o acordo de leniência, a empresa se compromete a pagar uma penalidade financeira na ordem de US$ 220 milhões.

“O Ministério Público do Panamá trabalha com a certeza de que está conduzindo um processo histórico de luta contra a corrupção, como nunca antes ocorreu no país”, destacou a Procuradoria em nota.

 

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